O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, criticou severamente neste sábado, em Curitiba, a atuação do relator do caso Banco Master no Supremo Tribunal Federal, o ministro André Mendonça. Durante um comício realizado na região central da capital paranaense, o chefe do Executivo acusou o magistrado de conduzir as investigações de maneira seletiva.
Sem mencionar nomes diretamente no trecho, Lula afirmou que o atual relator dos processos fica “pinçando matérias”. O presidente relatou ainda que conversou sobre o assunto com o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, reforçando seu pedido para que o sigilo de todas as informações seja retirado imediatamente.
“Eu pedi para tirar o sigilo de tudo. Agora vai começar a aparecer. Quem fez putaria vai ser desmascarado”, declarou o presidente diante de apoiadores. Na mesma linha, Lula pontuou que magistrados não devem utilizar cargos públicos em benefício próprio ou para enriquecimento pessoal, frisando que a magistratura deve ser tratada como um sacerdócio.
O evento político na Boca Maldita contou com a presença de importantes aliados locais, como os candidatos do PT ao Senado, Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha, além do postulante ao Governo do Paraná pelo PDT, Requião Filho. Na ocasião, o candidato à reeleição também aproveitou para rebater críticas de seu adversário político no estado, o ex-juiz e candidato Sergio Moro, a quem chamou de mentiroso e frouxo.
A ofensiva de Lula em relação ao caso Master repete o tom adotado dias antes em redes sociais, quando o presidente defendeu total transparência e criticou vazamentos que pudessem interferir no cenário da disputa eleitoral. Para o governo, a quebra completa do sigilo é indispensável para evitar seletividade e desinformação no processo político.
A passagem por Curitiba integra um roteiro mais amplo de campanha pela região Sul do país, que incluiu paradas no Rio Grande do Sul. Enquanto isso, o cenário eleitoral segue polarizado com manifestações da oposição, consolidando um ambiente de forte acirramento político e debates intensos sobre investigações em tribunais superiores e órgãos federais.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
