A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), decretou situação de emergência em áreas da Capital atingidas pelo forte temporal registrado na última quinta-feira (10). A tempestade foi acompanhada de rajadas de vento que chegaram a 83,8 km/h, conforme dados do Inmet, deixando um rastro de destruição com quedas de árvores, postes, destelhamentos, bloqueios de vias e apagões em diversas regiões.
O Decreto nº 16.735, oficializado em edição extra do Diogrande, reconhece o desastre como tempestade e vendaval. Com efeitos retroativos a 11 de setembro, a medida tem validade inicial de 180 dias. Na justificativa, a Prefeitura destacou os danos materiais, ambientais e sociais provocados em imóveis públicos e particulares, comércios, rede de energia e infraestrutura urbana.
A intensidade do fenômeno mobilizou intensamente o Corpo de Bombeiros, que registrou 155 chamados apenas entre o fim da tarde de quinta-feira e a manhã de sexta-feira (11). Diversos pontos da cidade sofreram com quedas de árvores sobre veículos, residências e redes elétricas. No Hospital Universitário e na UPA do Bairro Universitário, estruturas foram atingidas, exigindo rápida atuação das equipes de socorro e manutenção.
Com a decretação de emergência, a Administração Pública Municipal ganhou autonomia para mobilizar todos os órgãos na resposta ao desastre e no restabelecimento dos serviços essenciais. A Defesa Civil assumiu a coordenação das ações, trabalhando de forma integrada com órgãos estaduais, federais, concessionárias e o Corpo de Bombeiros para atender a população afetada.
O texto normativo autoriza ainda a utilização de verbas da COSIP e do Fundo Municipal de Meio Ambiente para ações específicas de recuperação da iluminação pública e mitigação de impactos ambientais. Além disso, a Prefeitura fica autorizada a realizar contratações emergenciais sem licitação, seguindo os critérios da Lei Federal nº 14.133/2021, exclusivamente para o enfrentamento dos estragos.
Enquanto a Prefeitura realiza o levantamento detalhado dos prejuízos para registrar o desastre no sistema oficial, os reflexos do temporal ainda afetam a rotina da cidade. Escolas municipais e estaduais suspenderam aulas devido à falta de energia elétrica, enquanto equipes continuam o trabalho de remoção de entulhos e reestruturação da rede de distribuição em vários bairros.
Fonte: www.campograndenews.com.br
