Autoridades russas têm recorrido a estratégias que combinam bônus financeiros, coação e prisões arbitrárias para intensificar o envio de novos combatentes para a guerra na Ucrânia. A informação foi detalhada por organizações de direitos humanos e especialistas que monitoram o processo de recrutamento militar no país euro-asiático.
Os alvos mais frequentes dessas abordagens são indivíduos em situação de vulnerabilidade social extrema. O grupo inclui idosos que vivem sozinhos, pessoas acumulando dívidas financeiras elevadas e cidadãos com antecedentes criminais, considerados alvos mais fáceis de manipulação.
Segundo Timofey Vaskin, representante da Conscript School, esses seguimentos populacionais possuem menos condições estruturais de defesa jurídica e são facilmente localizados por meio de consultas em registros públicos oficiais.
Relatos de familiares apontam que diversos homens são conduzidos compulsoriamente a centros de recrutamento após sofrerem detenções repentinas ou sob falsos pretextos, a exemplo de falsas viagens de trabalho agendadas.
A organização Call to Conscience documentou múltiplos episódios em que cidadãos foram abordados e detidos nas ruas unicamente por não estarem portando documentos de identificação pessoal, sendo redirecionados pela polícia diretamente para bases militares.
Apesar das denúncias recorrentes documentadas por ativistas e entidades independentes, o presidente Vladimir Putin tem negado publicamente a existência de uma nova onda de mobilização forçada no país.
Fonte: noticias.uol.com.br
