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Justiça mantém preso homem que guardava 10,8 kg de cocaína no quarto da filha em Dourados

Juiz converteu em preventiva a prisão de Rodrigo Lima Melo, flagrado com 10,8 quilos de cocaína avaliada em R$ 500 mil no quarto da filha de 2 anos.

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Justiça mantém preso homem que guardava 10,8 kg de cocaína no quarto da filha em Dourados

A Justiça de Mato Grosso do Sul converteu em prisão preventiva a detenção de Rodrigo Lima Melo, de 32 anos, flagrado com 10,8 quilos de cocaína. A droga estava guardada em uma mochila no quarto da filha do acusado, uma menina de apenas 2 anos de idade, em uma residência localizada em Dourados.

A decisão pela manutenção da custódia foi proferida pelo juiz Pedro Henrique Freitas de Paula, da Vara das Garantias, Tribunal do Júri e Execução Penal. O investigado foi transferido da carceragem da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário para a Penitenciária Estadual de Dourados.

O caso teve início quando policiais da Força Tática realizaram a abordagem na residência situada no Conjunto Habitacional Izidro Pedroso. Na ocasião, o material ilícito foi localizado e apreendido junto com a quantia de R$ 7.100 em espécie, cuja origem não foi justificada pelo suspeito.

Durante a análise jurídica do flagrante, o magistrado destacou que a quantidade expressiva de entorpecente afasta a hipótese de consumo próprio. Para a Justiça, o volume indica um envolvimento estruturado com o comércio de entorpecentes, visto que o material, se fracionado, atingiria centenas de usuários.

A defesa alegou condições pessoais favoráveis, como endereço fixo e ocupação lícita como colorista automotivo. Contudo, o juiz entendeu que tais argumentos não são suficientes para afastar a prisão preventiva, negando também a aplicação de medidas cautelares alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica.

Em seu depoimento na delegacia, Rodrigo optou por permanecer em silêncio sobre a propriedade da droga, mas admitiu ter recebido a quantia de R$ 2.000 apenas para armazenar os entorpecentes. Devido ao elevado teor de pureza, a carga foi avaliada em aproximadamente R$ 500 mil. A decisão judicial também ordenou a destruição do material apreendido, mantendo apenas as amostras necessárias para a elaboração do laudo definitivo.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano