Um jovem de 19 anos relatou à polícia ter sido sequestrado e espancado por quatro homens encapuzados após retornar do Paraguai, onde havia comprado cerca de R$ 7 mil em pneus. A vítima foi encontrada machucada e abandonada na região da Cachoeira do Inferninho, em Campo Grande.
Conforme apurado, o rapaz integrava um comboio com cerca de 30 veículos que voltavam do território paraguaio em grupo. No decorrer do trajeto, os automóveis se dispersaram em direção a diferentes cidades. O jovem chegou a Campo Grande acompanhado de outros veículos, mas também acabou se separando dos demais.
Na altura do Bairro Guanandi, o condutor notou que estava sendo seguido por um Fiat Mobi preto havia cerca de cinco minutos. Pouco depois, os ocupantes do automóvel efetuaram a abordagem. Quatro indivíduos, todos utilizando balaclavas, desceram e iniciaram as agressões físicas contra o rapaz.
De acordo com o depoimento, os suspeitos forçaram o jovem a entrar no próprio veículo, um Fiat Siena. Um dos envolvidos assumiu a direção do carro da vítima, enquanto o outro seguiu o trajeto conduzindo o Fiat Mobi preto. O jovem foi transportado até a região de fronteira em Ponta Porã, onde sofreu novas agressões.
O relato indica ainda que os criminosos conseguiram transitar pelas estradas sem serem interceptados pela fiscalização. Posteriormente, a vítima foi levada de volta para a capital e abandonada nas proximidades da Cachoeira do Inferninho, local onde as sessões de violência física persistiram.
Com ferimentos no rosto e vestimentas sujas, o jovem acabou sendo localizado por uma mulher que exerce atividades em uma fazenda da região, a qual prontamente acionou a Polícia Militar. Os agentes realizaram o atendimento inicial e encaminharam a vítima para a Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol para o registro da ocorrência.
As investigações preliminares apontam que a motivação para o crime seria a recusa da vítima em efetuar o pagamento pelo serviço de escolta prestado por um chamado “batedor”, que acompanhava o comboio durante o retorno do Paraguai. Enquanto outros motoristas teriam quitado a quantia aproximada de R$ 1,5 mil pelo suporte, o caso segue sob apuração rigorosa da Polícia Civil.
Fonte: www.campograndenews.com.br
