Vera Lúcia Rossate da Cunha, de 59 anos, que foi brutalmente morta a tiros pelo próprio irmão em Campo Grande, já vinha demonstrando forte preocupação com o comportamento dele dias antes do crime. O caso é investigado como o 26º feminicídio registrado neste ano no estado de Mato Grosso do Sul.
De acordo com relatos de uma amiga próxima, Liane Kublik, de 56 anos, Vera havia providenciado recentemente a internação compulsória de Judicrei Rossate da Cunha, de 57 anos, para tentar ajudá-lo a tratar o vício em drogas, luta que ele travava havia cerca de 10 ou 15 anos.
Após receber alta da internação, contudo, Judicrei passou a fazer ameaças por telefone. Liane contou que conversou com a comerciante na semana passada e notou que ela estava bastante tensa, relatando que o irmão estava bravo e a ameaçando pelo aparelho, embora não imaginasse que ele fosse consumar o ato.
A apreensão de Vera aumentou expressivamente nos últimos dias que antecederam a tragédia. A gravidade da situação fez com que ela chegasse a pedir para que os vizinhos a avisassem caso Judicrei aparecesse na região de seu estabelecimento comercial.
O crime ocorreu na tarde de quarta-feira (16), dentro do comércio de Vera, uma loja de aviamentos localizada na Rua Sagarana, no Bairro Zé Pereira, região oeste da Capital. Judicrei foi apontado como o autor dos disparos que tiraram a vida da irmã e, em seguida, tirou a própria vida no local.
Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar foram acionadas para prestar socorro, mas a vítima não resistiu aos ferimentos e faleceu no estabelecimento. A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) compareceu ao endereço para conduzir os levantamentos e investigações sobre o caso.
Fonte: www.campograndenews.com.br
