A Prefeitura de São Paulo informou que estuda a possibilidade de realizar uma intervenção na empresa A2 Transportes, alvo da Operação Vectura Corrupta. A ação foi deflagrada nesta quinta-feira para investigar a infiltração de uma organização criminosa no poder público e no sistema de transporte coletivo da capital paulista. A companhia atua na operação de linhas na zona sul da cidade.
Diante dos desdobramentos, o prefeito Ricardo Nunes solicitou a análise minuciosa de todos os elementos levantados pela operação policial. Como desdobramento, o chefe do executivo municipal determinou a criação de um grupo de trabalho integrado por membros da Procuradoria-Geral do Município, da Controladoria-Geral do Município, da SPTrans e da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte.
A gestão municipal destacou em nota que reprova qualquer tipo de irregularidade e reiterou que seguirá prestando total cooperação às autoridades competentes. A administração lembrou ainda de medidas semelhantes adotadas há dois anos contra outras duas companhias do setor, identificadas como Transwolff e UpBus.
De acordo com as apurações, o esquema criminoso utilizava a negociação de veículos de transporte coletivo para lavar capital ilícito. Os investigadores apontam que a facção contava com uma divisão de tarefas estruturada, incluindo o repasse de comissões para ocultar outras atividades ilegais utilizando as viações de ônibus como fachada.
A investigação também revelou que o grupo utilizava recursos financeiros de origem escusa para injetar em campanhas eleitorais. Entre os citados está Danilo Marco Morgado Silva, apontado como alvo de mandado de prisão e que teria recebido apoio financeiro em sua candidatura frustrada à prefeitura de Praia Grande em 2020.
A Operação Vectura Corrupta é conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público, cumprindo dezenas de mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades como a capital, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão, com base em decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Fonte: noticias.uol.com.br
