O tenente Carlos Eduardo da Silva Filho, de 27 anos, preso em flagrante após matar um colega de farda dentro do 4º Batalhão da Polícia Militar em Ponta Porã, acumula ao menos outras duas mortes em sua trajetória profissional. O histórico do oficial veio à tona após o crime ocorrido nas dependências da corporação.
A primeira morte registrada na carreira do tenente aconteceu em 11 de abril de 2022, na capital paulista. Na ocasião, lotado em Registro (SP), Carlos Eduardo reagiu a uma tentativa de assalto na região central de São Paulo e disparou três vezes contra o suspeito. Um dos tiros atingiu a estudante Ingrid Reis dos Santos, de 21 anos, no peito. A jovem passava pela calçada a caminho da faculdade e morreu no local. O caso foi investigado pelo DHPP, resultando em prisão em flagrante por homicídio culposo, mas ele acabou respondendo em liberdade após pagar fiança.
Anos depois, já lotado no Mato Grosso do Sul, o oficial envolveu-se em nova ocorrência fatal. Em 9 de outubro de 2025, na zona rural de Mundo Novo, ele matou Jucimar Ferreira com quatro tiros durante uma abordagem policial após perseguição. O inquérito policial, contudo, acabou arquivado pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que concluiu que o tenente agiu em legítima defesa após o suspeito fazer menção de sacar uma arma.
A trajetória de Carlos Eduardo na PMMS teve início após aprovação em concurso público para oficiais realizado em setembro de 2022, com homologação em outubro de 2023. Antes de ser transferido para o 4º Batalhão em Ponta Porã, o oficial passou por unidades de Eldorado, Mundo Novo e Amambai, aproveitando o curso de formação que já havia concluído anteriormente em São Paulo.
O episódio mais recente ocorreu na madrugada, quando o tenente ingressou no alojamento do 4º Batalhão e disparou duas vezes contra o policial militar da reserva Resoaldo Gomes dos Santos, de 44 anos, que cumpria detenção administrativa no local. A vítima foi atingida no rosto e no abdômen, sendo socorrida ao Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu horas depois.
A vítima do atentado no quartel, Resoaldo Gomes dos Santos, também possuía histórico de confrontos e passagens policiais. Ele havia entrado para a reserva após ser baleado em 2015 durante uma ocorrência em Ponta Porã, e posteriormente voltou a ser notícia em novembro de 2025, quando foi preso em flagrante portando um fuzil calibre 5,56 após uma fuga e perseguição na fronteira. O caso do assassinato dentro do batalhão agora é investigado pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar.
Fonte: www.campograndenews.com.br
