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Ivermectina não possui 70% de eficácia no tratamento da covid-19, aponta checagem

Publicações nas redes sociais distorcem declarações em audiência nos EUA para espalhar dados falsos sobre o uso de ivermectina contra o coronavírus.

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Ivermectina não possui 70% de eficácia no tratamento da covid-19, aponta checagem

Circulam recentemente nas redes sociais postagens de teor enganoso que afirmam que a ivermectina, fármaco originalmente empregado no combate a infecções parasitárias, possuiria uma taxa de eficácia de 70% no tratamento da covid-19. Esse tipo de conteúdo tem gerado dúvidas entre internautas e propagado desinformação sobre terapias alternativas para a doença.

A origem dessas publicações está em um vídeo extraído de uma audiência realizada em julho de 2026 pelo Comitê de Segurança Interna e Assuntos Governamentais do Senado dos Estados Unidos. Nas imagens, o senador republicano Ron Johnson questiona Anthony Fauci, ex-conselheiro médico da Presidência norte-americana, insinuando ações para desacreditar medicamentos como hidroxicloroquina e ivermectina a fim de favorecer a autorização de vacinas.

Sobre o vídeo, foram inseridos letreiros e textos complementares que asseguram falsamente que o parlamentar teria provado uma eficácia de até 70% do medicamento, além de alegar falsas recusas de resposta por parte do ex-diretor.

No entanto, a literatura científica e entidades médicas refutam esses dados. Embora uma pesquisa conduzida na Austrália em abril de 2020 tenha identificado atividade da substância contra o vírus em ambiente laboratorial in vitro, tal resultado nunca foi replicado ou comprovado com eficácia semelhante em organismos humanos.

Investigações conduzidas pela Associação Médica Brasileira e pela Sociedade Brasileira de Infectologia, juntamente com publicações do Journal of Infection and Chemotherapy, demonstraram que o remédio não apresenta resultados positivos em pacientes acometidos pela enfermidade em estágios leves. Da mesma forma, revisões científicas da Cochrane apontam que o composto é ineficaz tanto na prevenção quanto no combate ao coronavírus.

Em contraste com a ineficiência do medicamento em questão, órgãos de saúde reforçam o papel fundamental da imunização. Dados da Fundação Oswaldo Cruz, obtidos a partir do acompanhamento de cerca de 150 milhões de indivíduos no Brasil, indicam que os imunizantes alcançaram efetividade entre 83% e 99% contra óbitos e quadros graves da infecção.

Fonte: noticias.uol.com.br

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