A Prefeitura de Campo Grande estima que poderá tapar até 3 mil buracos por dia a partir da próxima semana, o que representa o dobro da capacidade atual, que varia entre 1,3 mil e 1,5 mil reparos diários. Para viabilizar a ampliação do serviço, a administração municipal assinou nesta sexta-feira (18) a ordem de serviço para cinco empresas credenciadas, cuja atuação tem início previsto para a próxima segunda-feira (21).
Com a entrada das novas contratadas, a operação passará de sete para 12 frentes de trabalho distribuídas pelas sete regiões urbanas da capital. O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, André de Moura Brandão, classificou a meta como histórica e destacou que, mesmo nos períodos de maior pico no passado, o volume máximo alcançado ficava entre 2 mil e 2,2 mil reparos diários.
Atualmente, das sete frentes em atividade, cinco pertencem a empresas privadas — que fornecem insumos e mão de obra — e duas são mantidas pela própria prefeitura, que disponibiliza maquinário e trabalhadores enquanto retira a massa asfáltica da usina do Consórcio Central de MS. A operação envolve dois contratos principais com o consórcio: um de cerca de R$ 20,5 milhões para o credenciamento das empresas e outro de aproximadamente R$ 25 milhões para a aquisição da massa asfáltica.
O cronograma inicial priorizará as regiões mais afetadas e onde o estado do pavimento prejudica severamente a circulação de veículos. As novas equipes começarão os trabalhos por bairros como Jardim Panamá, Coophatrabalho, Jardim das Perdizes, Bairro Rouxinóis, Universitário e Aero Rancho.
A necessidade de reforço foi acentuada pelas chuvas recentes, que danificaram ainda mais a malha viária da cidade. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, trechos com asfalto antigo, variando de 20 a 40 anos, sofreram forte desgaste em avenidas de grande fluxo, como Gury Marques, Interlagos, Duque de Caxias e Presidente Vargas.
A prefeita Adriane Lopes (PP) declarou que espera resultados visíveis nas ruas dentro de 30 dias com o reforço das equipes, enquanto o secretário André Brandão estima um prazo de 60 dias para estabilizar a regularidade da manutenção em todas as regiões. A gestão municipal reconhece, no entanto, que o tapa-buracos é uma medida paliativa e que o próximo passo será o recapeamento definitivo das vias que já ultrapassaram sua vida útil.
Fonte: www.campograndenews.com.br
