A paralisação dos trabalhadores dos Correios, que ingressou em sua segunda semana nesta sexta-feira (18), conta com adesão registrada no município de Apucarana. Na localidade, um grupo de oito carteiros uniu-se ao movimento paredista, ao passo que os demais colaboradores prosseguem com as atividades habituais de atendimento e distribuição.
A confirmação da adesão na cidade paranaense foi repassada por Elisabete Ortiz, conhecida no meio sindical como Betinha e atuante como secretária-geral do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios no Paraná (Sintcom-PR). Segundo a dirigente, a mobilização teve início após deliberação em assembleia realizada no dia 10, expandindo-se rapidamente pelo estado e pelo país.
O movimento paredista ocorre paralelamente às tratativas referentes ao acordo coletivo de trabalho, que vêm sendo debatidas com a direção da empresa estatal desde o mês de julho. De acordo com o sindicato, a categoria recusou propostas que acarretariam supressões importantes de direitos historicamente conquistados.
Entre as principais divergências apontadas pela representação sindical constam alterações no plano de saúde da categoria, o percentual de reajuste salarial oferecido e a regulamentação para o labor aos domingos. Os trabalhadores contestam propostas que, na visão deles, eliminam o pagamento de horas extraordinárias para jornadas dominicais e reduzem benefícios.
Em âmbito nacional, o movimento já alcança dezenas de entidades sindicais e gera reflexos diretos na movimentação logística e na distribuição de cargas. Representantes sindicais relatam que o fechamento de portões e a ocupação de unidades em estados como São Paulo e Bahia provocam retenção de caminhões e atrasos generalizados nas correspondências.
Diante do impasse prolongado entre os funcionários e a gestão da empresa, a resolução do conflito trabalhista será submetida à apreciação da Justiça do Trabalho. O julgamento do dissídio coletivo foi agendado para a próxima segunda-feira, a partir das 13h30, no âmbito do Tribunal Superior do Trabalho (TST).
Fonte: tnonline.uol.com.br
