A campanha de Augusto Cury, candidato pelo Avante que figura na terceira colocação das pesquisas eleitorais para a Presidência da República, definiu o deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-PR) como o seu principal representante para conduzir as pautas econômicas do plano de governo, a poucos dias da realização do primeiro turno das eleições.
Durante semanas, a equipe de articulação realizou sondagens junto a nomes de expressão no Congresso Nacional e no mercado financeiro. Contudo, a definição oficial ocorreu somente após a consolidação de Cury no terceiro lugar da corrida presidencial, conforme apontado pelas pesquisas recentes de intenção de voto.
Hauly é economista de formação e possui experiência na gestão pública, tendo atuado como secretário da Fazenda do Paraná em duas oportunidades distintas. O parlamentar também integrou o grupo de assinantes de um manifesto público em prol da implementação da reforma tributária no país.
Em seu plano de governo, Cury assumiu o compromisso de realizar ajustes pontuais na reforma tributária. O objetivo, segundo a campanha, é mitigar eventuais distorções ou impactos negativos considerados relevantes sobre determinados setores produtivos da economia nacional, embora os segmentos específicos ainda não tenham sido detalhados.
Segundo o ex-deputado federal Júlio Delgado (Avante-MG), candidato a vice-presidente na chapa, o desempenho inicial nas pesquisas, onde Cury registrava cerca de 2%, pode ter influenciado a demora na escolha de um nome para encabeçar o núcleo econômico. Delgado pontuou que assumir tal responsabilidade exigiria o afastamento das atividades no setor privado, algo que especialistas consultados inicialmente hesitaram em fazer de imediato.
A campanha também buscou outros apoios de peso no setor financeiro. Relatos de membros da equipe apontam que o banqueiro André Esteves, chairman do BTG Pactual, chegou a ser consultado por Cury para indicar profissionais para a área, mas a assessoria do executivo optou por não se manifestar sobre o tema. Mesmo com os desafios de composição, a chapa se consolida no cenário político e projeta novas diretrizes para o crescimento fiscal e o mercado de trabalho caso chegue ao Palácio do Planalto.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
