A trajetória de Carlo Ancelotti à frente da seleção brasileira começa a ser desenhada para o ciclo da Copa do Mundo de 2030, mas o treinador italiano já se depara com um obstáculo recorrente: as lesões de jogadores importantes. Durante o último Mundial, as ausências físicas foram apontadas como justificativas centrais para a campanha decepcionante da equipe nacional, cenário que agora volta a assombrar o planejamento da comissão técnica.
Com apenas um ano de trabalho antes da competição anterior, Ancelotti havia apostado em nomes de sua confiança do Real Madrid, a exemplo do defensor Éder Militão e do atacante Rodrygo, que sofreram graves problemas físicos e ficaram de fora da disputa na América do Norte. O jovem Estêvão também acabou desfalcando o grupo por motivos médicos, e a lista de baixas seguiu aumentando durante o torneio nos Estados Unidos.
A eliminação nas oitavas de final abriu espaço para um planejamento de reformulação de quatro anos. Contudo, a disponibilidade de atletas voltou a ser um desafio imediato. Recentemente, a Confederação Brasileira de Futebol precisou realizar alterações na lista de convocados para os amistosos contra Austrália e Índia, substituindo Wesley e João Pedro por Vanderson e Martinelli.
A delegação iniciou sua apresentação em Brisbane, na Austrália, enfrentando desafios logísticos que deixaram o grupo inicialmente defasado. A expectativa interna é de que o treinador conte com todos os atletas apenas na quarta-feira, tendo um período bastante reduzido de treinamentos antes do confronto diante da seleção australiana, marcado para a próxima sexta-feira em Townsville.
A agenda da equipe verde-amarela na chamada “super data Fifa” contempla um segundo compromisso contra a Austrália na terça-feira seguinte, antes da viagem para a Ásia. No dia 3 de outubro, o Brasil medirá forças com a seleção da Índia na cidade de Calcutá, buscando iniciar a nova fase com resultados positivos.
Entre os convocados, o lateral-esquerdo Douglas Santos, um dos atletas que integraram o grupo na última Copa do Mundo, destacou a importância de começar o ciclo com o pé direito. Por outro lado, a lista também abre espaço para renovação, contando com estreantes como o zagueiro Jair, de 21 anos, que demonstrou enorme entusiasmo em vestir a camisa da seleção principal e reencontrar companheiros das categorias de base.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
