A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu novas determinações voltadas à segurança de pacientes e consumidores em todo o território nacional. Entre as principais medidas anunciadas, destaca-se a ordem para a apreensão imediata de um lote falsificado do medicamento Phesgo, amplamente utilizado no protocolo de tratamento contra o câncer de mama.
De acordo com as informações divulgadas pela autarquia federal, a própria fabricante do fármaco, a empresa Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos, comunicou à vigilância sanitária que identificou no mercado unidades do produto que apresentavam características divergentes das encontradas no original. A restrição atinge especificamente as embalagens referentes ao lote B5011B05, cuja data de fabricação aponta para junho de 2025.
Como desdobramento da medida preventiva, a agência reguladora reforçou que os itens falsificados não podem, sob hipótese alguma, ser armazenados, comercializados, importados, exportados ou administrados em pacientes. Especialistas da área de saúde e os próprios enfermos devem checar minuciosamente os dados dos lotes antes de qualquer procedimento de aplicação.
Além do medicamento oncológico, a Anvisa também ordenou a retenção e proibiu a comercialização, distribuição e aplicação de três lotes falsificados do produto Dysport, que consiste em uma toxina botulínica do tipo A muito requisitada tanto em intervenções terapêuticas quanto estéticas. A companhia Beaufour Ipsen Farmacêutica, detentora do registro oficial, esclareceu que não reconhece os lotes P08191, com prazo de validade até abril de 2029; P08192, válido até maio de 2029; e P22368, com vencimento programado para fevereiro de 2029.
Em paralelo às apreensões de produtos físicos, a resolução da diretoria colegiada da agência determinou a suspensão imediata de propagandas irregulares veiculadas na internet. Foram alvos da medida os anúncios de medicamentos manipulados comercializados pela empresa Queen Pharma Aesthetic — que divulgava fórmulas voltadas a emagrecimento, melhora capilar, redução de medidas e tratamento de melasma — bem como as divulgações da Farmácia Malheiro em seu portal eletrônico.
Por fim, a autoridade sanitária proibiu a comercialização e a divulgação de mercadorias à base de cannabis por meio de sites e redes sociais gerenciados por uma empresa ainda não identificada, visto que tais artigos não possuem registro válido no país. A recomendação institucional é para que os cidadãos sempre consultem os sistemas oficiais da agência para averiguar a regularidade de qualquer produto de interesse médico antes da aquisição.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br
