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Assessora de Flávio Bolsonaro negociou liberação de emendas com miliciano condenado no caso Marielle

Uma funcionária do gabinete do senador Flávio Bolsonaro tratou da liberação de verbas parlamentares com Robson Calixto, condenado pelo STF por envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco.

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Assessora de Flávio Bolsonaro negociou liberação de emendas com miliciano condenado no caso Marielle

Uma assessora parlamentar do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) conduziu tratativas, no ano de 2023, visando à liberação de recursos de emendas enviados pelo parlamentar com o miliciano Robson Calixto, popularmente conhecido como ‘Peixe’. O indivíduo foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por sua participação no assassinato da vereadora carioca Marielle Franco (PSOL-RJ).

O montante de R$ 199 mil foi direcionado por Flávio Bolsonaro para um projeto voltado ao futebol gerido pelo Instituto de Formação Profissional José Carlos Procópio (Ifop), situado no Rio de Janeiro. A instituição fica localizada na Taquara, zona oeste fluminense, região que serve como área de influência do ex-deputado Chiquinho Brazão e do conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro Domingos Brazão, ambos apontados e condenados como mandantes do homicídio da vereadora.

Investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam indícios contundentes de desvios nos repasses financeiros destinados à entidade. Os diálogos que embasam a apuração foram inicialmente divulgados pelo jornal O Estado de S. Paulo e revelam conversas entre Calixto e a assessora do senador, identificada como Maria de Fátima Bezerra Castro.

Em nota oficial enviada à imprensa, a assessoria de Flávio Bolsonaro, que atualmente concorre à Presidência da República pelo Partido Liberal, declarou que todos os repasses seguiram rigorosamente a legislação vigente e atenderam aos critérios técnicos exigidos pelo Ministério do Esporte.

A defesa do senador reforçou que a entidade responsável pela execução apresentou devidamente as notas fiscais referentes aos materiais adquiridos, além de ter restituído os valores que acabaram não sendo utilizados. Segundo o comunicado, a responsabilidade integral pela aplicação correta dos recursos cabe exclusivamente à entidade beneficiária, cabendo aos órgãos de controle a apuração de eventuais irregularidades.

Os registros das conversas foram extraídos de um aparelho celular apreendido com Robson Calixto em março de 2024, durante diligências decorrentes dos desdobramentos do caso Marielle. Nas mensagens encontradas pelos investigadores, o miliciano solicita apoio financeiro ao senador e mantém interações frequentes com a funcionária do gabinete para cobrar andamento nos processos de liberação de verbas federais.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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