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Criminosos usam senha de juíza para evitar prisão de suspeito de ser ‘Escorpião do PCC’

Credenciais vinculadas a uma magistrada do Rio Grande do Sul foram utilizadas para alterar dados no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões e ocultar mandado de prisão de réu acusado de homicídio.

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Criminosos usam senha de juíza para evitar prisão de suspeito de ser ‘Escorpião do PCC’

O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que credenciais de acesso vinculadas a uma juíza do Rio Grande do Sul foram utilizadas de maneira fraudulenta para adulterar o mandado de prisão do empresário Alex Leandro Bispo dos Santos, amplamente conhecido como Baianão ou ‘Escorpião do PCC’, no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões (BNMP).

De acordo com as apurações preliminares da Justiça gaúcha, a ocorrência aponta para uma provável ação hacker. Com as modificações inseridas no sistema, o cadastro do procurado passou a exibir temporariamente o nome e o CPF de outra pessoa, fazendo com que ele deixasse de constar como foragido nas consultas realizadas pelas forças policiais do país.

A fraude cibernética veio à tona após o Ministério Público paulista constatar, em 16 de setembro, que o mandado de prisão em aberto contra Alex havia desaparecido do sistema nacional. O investigado é réu sob a acusação de homicídio qualificado pela morte de sua companheira, Maria Katiane Gomes da Silva, de 25 anos, ocorrida em novembro do ano passado na zona sul de São Paulo.

Conforme a denúncia apresentada pelas autoridades policiais, o empresário teria lançado a vítima da sacada do décimo andar do prédio onde residiam, na região da Vila Andrade. A investigação policial aponta que ele exerceria funções de destaque como membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), enquanto a defesa do réu sustenta a tese de suicídio e nega qualquer ligação com a facção criminosa.

O histórico processual recente do caso indica que Alex havia obtido liberdade provisória concedida em 6 de agosto por decisão de primeira instância, mas a ordem de prisão foi restabelecida dias depois pelo Tribunal de Justiça de São Paulo após recurso do Ministério Público. A inserção fraudulenta no sistema teria ocorrido em 23 de agosto, utilizando o login e a senha da magistrada gaúcha lotada no município de Planalto.

O caso foi formalmente encaminhado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para adoção das providências cabíveis e investigação aprofundada. Paralelamente, o Ministério Público confirmou que o cadastro no BNMP já foi devidamente corrigido, mantendo o empresário na condição de foragido da Justiça enquanto os recursos judiciais seguem em tramitação.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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