O dólar abriu em alta nesta terça-feira (22), impulsionado pela repercussão entre os investidores da ata do Copom (Comitê de Política Monetária). O documento apontou uma desaceleração da atividade econômica sob o peso dos juros elevados, além de sinalizar a queda da inflação. Pela manhã, a moeda norte-americana registrava alta de 0,51%, sendo cotada a R$ 5,133.
O comunicado divulgado pelo colegiado manteve uma postura cautelosa. Na semana anterior, o Copom optou por reduzir a taxa básica de juros (Selic) pela quinta vez consecutiva, cortando 0,25 ponto percentual e levando a taxa de 14% para 13,75% ao ano por unanimidade.
Além da política monetária, o mercado financeiro acompanha de perto o cenário político brasileiro, repercutindo o resultado da nova pesquisa Quaest. No levantamento, o presidente Lula lidera as intenções de voto no primeiro turno com 37%, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro, que marca 33%. Na simulação de segundo turno, ambos aparecem tecnicamente empatados.
Especialistas do mercado financeiro apontam que a ata do Copom veio em linha com as expectativas, demonstrando confiança do Banco Central no processo de desinflação, apesar do ambiente externo incerto. A continuidade do ciclo de afrouxamento monetário, contudo, continuará dependendo do comportamento do câmbio e dos desdobramentos políticos do país.
No cenário internacional, as atenções também se voltam para o comportamento das commodities e para as negociações geopolíticas. O petróleo registrou forte recuo nos últimos dias, negociado abaixo de US$ 100 o barril, refletindo expectativas de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã e aliviando temores inflacionários globais.
Por fim, a agenda desta terça-feira inclui eventos cruciais em Nova York com a Assembleia Geral da ONU, onde o presidente Lula discursará, enquanto no âmbito doméstico a expectativa do mercado se volta para a divulgação do IPCA-15 na próxima sexta-feira.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
