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Governo da Venezuela solicita reunião formal com o Brasil em Nova York

A administração interina de Delcy Rodríguez pediu um encontro bilateral com representantes brasileiros na ONU; governo brasileiro ainda não sinalizou resposta.

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Governo da Venezuela solicita reunião formal com o Brasil em Nova York

A administração liderada por Delcy Rodríguez na Venezuela solicitou formalmente, há mais de uma semana, uma reunião com representantes do governo brasileiro. O pedido ocorreu no contexto da Assembleia-Geral da ONU, realizada em Nova York, cidade para a qual a líder interina viajou após receber um convite do presidente norte-americano Donald Trump.

A solicitação diplomática foi encaminhada à Missão do Brasil na Organização das Nações Unidas pela equipe venezuelana, seguindo os trâmites protocolares habituais. Inicialmente, no entanto, não havia clareza se o pleito visava a um diálogo direto com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A informação foi veiculada primeiramente pelo portal UOL e posteriormente confirmada por fontes diplomáticas ouvidas pela reportagem. Até o momento, o Palácio do Planalto e o Itamaraty não emitiram sinais de que atenderão ao chamado. A realização de um encontro com Lula é considerada improvável, visto que o presidente brasileiro tem retorno programado ao país logo após realizar seu discurso no evento internacional.

As relações diplomáticas entre Brasília e Caracas enfrentam um cenário distinto daquele observado durante o governo de Nicolás Maduro, embora o Brasil tenha prestado apoio humanitário aos venezuelanos após os abalos sísmicos registrados no início do ano. Paralelamente, a Venezuela tem paulatinamente retomado espaço em fóruns globais e sido reincorporada a debates internacionais sob a égide de articulações com os Estados Unidos.

Recentemente, o presidente Lula declarou publicamente que os Estados Unidos exercem, na prática, forte tutela sobre a gestão de Delcy Rodríguez. Na ocasião, o mandatário brasileiro sugeriu que, se estivesse na posição da líder venezuelana, convocaria novas eleições para assegurar que a população local pudesse escolher livremente seus governantes.

Durante sua passagem por Nova York para a agenda na ONU, Lula limitou sua agenda de reuniões bilaterais a três encontros oficiais: com o prefeito da cidade, Zohran Mamdani; com o senador independente Bernie Sanders; e com seu aliado regional Yamandú Orsi, presidente do Uruguai. A agenda presidencial acumulou, contudo, cerca de 30 convites formais enviados por diferentes líderes internacionais presentes no evento.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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