O coordenador da campanha do ex-prefeito de Ponta Porã e atual candidato a deputado estadual Hélio Peluffo procurou as autoridades policiais para registrar uma ocorrência após ser alvo de uma sequência de ameaças e intimidações por meio do aplicativo WhatsApp. A formalização do caso ocorreu na Delegacia Regional de Polícia de Ponta Porã.
De acordo com as informações constantes no boletim de ocorrência, a vítima é o professor Victor Manoel Fernandes Almada, de 57 anos. Ele relatou que passou a receber mensagens de texto, arquivos de áudio e ligações telefônicas insistentes oriundas de uma linha com código internacional do Paraguai, cujo usuário não estava salvo em sua agenda.
Segundo o relato prestado à Polícia Civil, os contatos indesejados começaram dias antes do registro oficial. Além das chamadas não atendidas, o interlocutor desconhecido enviou diversos conteúdos com caráter intimidatório, fazendo menções diretas à atuação política exercida por Almada na região.
Entre as mensagens destacadas no documento policial, o autor escreveu frases como “vc nem sonha com quem ta falando” e, posteriormente, “vai ver só o que vou fazer com vc pra larga a mão de ser idiota”. Outras advertências, como “amanhã vamos ver” e “o que vai passar contigo”, também foram enviadas de forma reiterada, gerando forte sensação de insegurança.
O professor explicou que atua ativamente no cenário político local e integra a equipe da campanha eleitoral de Hélio Peluffo. Conforme o depoimento, as mensagens continham exigências para que ele “pegasse leve” em suas atividades, sob a pena de sofrer represálias caso desobedecesse aos avisos.
Apesar da gravidade da situação, a vítima declarou às autoridades que não sabe quem é o responsável pelas investidas e nem se o autor possui ligação com alguma facção criminosa. O único dado concreto obtido inicialmente foi a origem aparente da linha telefônica estrangeira utilizada nos contatos.
Almada também mencionou à polícia que já havia passado por uma situação semelhante de intimidação em uma disputa eleitoral anterior, quando foi abordado por indivíduos armados. Devido a esse histórico, optou por não deixar os novos episódios passarem em branco e acionou imediatamente os órgãos competentes.
O caso foi registrado provisoriamente como crime de ameaça, conforme o artigo 147 do Código Penal brasileiro. Como parte dos procedimentos investigativos, a Polícia Civil recolheu capturas de tela das conversas, histórico de chamadas e os áudios enviados, que serão submetidos a perícia para tentar identificar o proprietário da linha e esclarecer a motivação real do crime.
Fonte: ligadonanoticia.com.br
