O vereador Jair Renan Bolsonaro, filiado ao PL, teve um requerimento para o abono de faltas rejeitado pela Câmara Municipal de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, durante sessão realizada nesta terça-feira. O mecanismo solicitado pelo parlamentar serviria para evitar o desconto em seu subsídio decorrente de ausências em sessões legislativas.
O placar final da votação registrou dez votos contrários ao pleito do vereador. O pedido baseava-se no artigo 37 do Regimento Interno da Casa, dispositivo que estipula o desconto proporcional do salário por falta, salvo nos casos de motivo justificado e validado pela maioria absoluta do plenário.
Durante os debates sobre o tema, a solicitação foi alvo de contestações veementes. O vereador Marcelo Achutti, do MDB, manifestou o seu descontentamento com o pleito de Jair Renan e utilizou a tribuna para criticar duramente a tentativa de evitar o corte financeiro.
Achutti argumentou que não havia justificativa cabível para a aprovação e mencionou o recebimento de recursos do fundo eleitoral, uma vez que o parlamentar disputa o pleito para deputado federal por Santa Catarina neste ano. Em sua fala, o emedebista cobrou postura dos parlamentares e relatou ter se licenciado do cargo quando disputou eleições no passado.
Em sua defesa, Jair Renan justificou que suas ausências habituais às quartas-feiras acontecem em virtude de viagens programadas a Brasília. Segundo o vereador, o deslocamento tem como objetivo visitar o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliar humanitária.
O parlamentar também rebateu os questionamentos relacionados ao uso de recursos públicos de campanha. Ele afirmou que administra o montante recebido do fundo eleitoral de maneira correta para a disputa eleitoral e que eventuais sobras são devolvidas, rechaçando qualquer acusação de mau uso da verba.
Fonte: tnonline.uol.com.br
