O empresário, autor e especialista em inovação Ricardo Geromel foi o convidado do apresentador Marcelo Tas no programa Provoca para uma análise aprofundada sobre a vertiginosa transformação da China ao longo das últimas décadas.
Durante a entrevista, Geromel resgatou o cenário histórico do país asiático, lembrando que até o final da década de 1970 a nação enfrentava um quadro de extrema pobreza. O especialista pontuou que, antes de 1978, o território chinês não contava com a presença de empresas privadas, contrastando fortemente com o cenário atual, que contabiliza milhões de companhias privadas e mais de 100 milhões de empreendedores ativos.
Ao debater o singular modelo político e econômico chinês, Geromel ponderou que a estrutura não se limita aos rótulos tradicionais de capitalismo ou comunismo. Segundo ele, embora o Partido Comunista Chinês mantenha o controle do poder, a metodologia adotada na gestão do país constitui um arranjo único no mundo.
Outro ponto de destaque na conversa foi a educação, apontada pelo empresário como um dos pilares fundamentais para compreender a mentalidade da sociedade chinesa. Para Geromel, a principal divergência cultural em relação ao Brasil reside na prioridade conferida aos estudos, enfatizando o peso da formação acadêmica e a intensa concorrência pelas vagas nas instituições de ensino superiores.
Abordando o cenário tecnológico e demográfico, o especialista explicou que o avanço da robótica na China surge como resposta direta à retração populacional e à elevação dos custos da mão de obra local. De acordo com o autor, o parque industrial chinês abriga, isoladamente, uma quantidade de robôs industriais superior à soma de todo o restante do planeta.
Por fim, a conversa enveredou pelos laços diplomáticos e econômicos bilaterais. Geromel reiterou a relevância estratégica da nação asiática para o mercado brasileiro, recordando que a China se consolidou como a principal parceira comercial do Brasil no ano de 2009 e mantém uma presença incontornável em diversos setores produtivos nacionais.
Fonte: cultura.uol.com.br
