Uma disputa judicial em torno do vasto espólio da cantora Dolly Parton veio a público quando seu empresário de longa data acusou o sobrinho da artista, que também chefiava sua equipe de segurança, de cometer ameaças, extorsão e intimidação.
As graves acusações contra o sobrinho, Bryan Seaver, foram detalhadas em um pedido de medida protetiva apresentado no Tribunal de Chancelaria do Condado de Davidson, em Nashville, no Tennessee. O documento judicial escancara a disputa em torno do império de entretenimento construído por Parton, que engloba atrações como o parque de diversões Dollywood, o hotel SongTeller e o museu Life of Many Colors.
Seaver, que havia anunciado publicamente a morte da tia decorrente de um câncer por meio de um vídeo gravado em agosto, foi demitido recentemente da função de chefe de segurança das propriedades da cantora. Nos autos apresentados à Justiça, ele é apontado como o mentor de uma campanha agressiva e deliberada para arrancar recursos financeiros do espólio deixado pela estrela da música country.
A petição traz anexadas mensagens de texto em que Seaver profere ameaças duras contra parceiros comerciais da Dollywood e relata conversas intimidadoras com advogados ligados ao espólio. Segundo os registros, o ex-chefe de segurança chegou a se autodenominar um ‘matador’ e a exibir um perfil de operações fortemente armado, operando como uma milícia de estilo paramilitar que contava com dezenas de subordinados.
A postura de Seaver gerou forte clima de apreensão entre os executivos e parceiros comerciais de Parton, culminando na demissão de funcionários e na contratação de esquemas de segurança privada. A empresa She’s Alive, responsável pela gestão dos negócios da artista e comandada pelo empresário Danny Nozell, moveu uma ação judicial por interferência ilícita nas relações comerciais, pleiteando indenizações financeiras.
Enquanto o império comercial de Dolly Parton segue expandindo seus projetos planejados para o mês — incluindo novas linhas de produtos e inaugurações —, os representantes legais buscam resguardar o legado e a integridade da família e dos negócios contra as investidas relatadas na petição judicial.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
