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Em primeiro discurso na ONU, Delcy agradece a Trump e fala em renascimento da Venezuela

Em sua estreia na Assembleia Geral da ONU, a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, evitou citar Nicolás Maduro, agradeceu ao presidente americano Donald Trump e prometeu a reconstrução democrática do país.

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Em primeiro discurso na ONU, Delcy agradece a Trump e fala em renascimento da Venezuela

Em seu primeiro pronunciamento na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, evitou mencionar o ex-presidente Nicolás Maduro — deposto pelos Estados Unidos e preso em Nova York. Durante a sessão realizada nesta quarta-feira (23), Delcy expressou agradecimentos diretos ao presidente Donald Trump pela retomada das relações diplomáticas e de cooperação com a nação sul-americana.

Utilizando repetidamente os termos “renascimento” e “reconstrução”, a dirigente destacou que o país iniciou um processo profundo de revisão institucional para fortalecer o Estado. Segundo ela, o objetivo é garantir que os cidadãos venezuelanos não sejam mais afetados por um poder arbitrário, mas contem com instituições verdadeiramente a serviço da sociedade.

A líder interina também abordou a futura realização de eleições no país, assegurando que o governo garantirá condições competitivas para todas as forças políticas. Contudo, detalhes e prazos específicos sobre o pleito ainda não foram esclarecidos. Críticos, como a organização de direitos humanos Foro Penal, alertam que a transição democrática ainda esbarra na manutenção de centenas de presos políticos no território nacional.

Outro ponto central do discurso foi a exaltação do recente acordo bilateral de petróleo firmado entre Caracas e Washington. O pacto assegura aos Estados Unidos o controle majoritário de cerca de 65 bilhões de barris de petróleo venezuelanos. Delcy classificou o entendimento como um dos maiores da história recente, destacando que a medida contribuirá significativamente para o equilíbrio energético do hemisfério e da economia internacional.

Na tribuna, a representante venezuelana também mencionou o contencioso histórico com a Guiana em relação ao território de Essequibo, defendendo que as soluções duradouras devem nascer de negociações estritamente bilaterais. Ela reforçou que o alinhamento principal da Venezuela é com os cidadãos que buscam o desenvolvimento, a liberdade e a felicidade.

Por fim, Delcy direcionou uma mensagem de esperança aos jovens e aos venezuelanos que integram a diáspora, afirmando que o momento exige acreditar na reconstrução de uma pátria para a qual muitos possam retornar. “Venho assumir, daqui em diante, uma responsabilidade histórica: de conduzir a Venezuela de uma etapa de incerteza e conflito a uma etapa de democracia plena”, concluiu.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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