O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) encerrou o mês de setembro com alta de 0,7%, deixando para trás o período de deflação registrado em agosto, quando o indicador recuou 0,4%. Os dados oficiais foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado oficial veio acima das projeções formuladas por analistas do mercado financeiro, cujas estimativas coletadas pela agência Bloomberg apontavam para uma mediana de 0,55%, com teto das previsões fixado em 0,66%.
A retomada inflacionária era amplamente esperada por economistas, impulsionada principalmente pelo encerramento do bônus tarifário de Itaipu. Esse desconto temporário nas faturas de energia elétrica havia sido o principal vetor para a taxa negativa observada no mês imediatamente anterior.
No acumulado dos últimos 12 meses até setembro, o IPCA-15 atingiu uma variação de 4,47%, avançando em relação aos 4,24% apurados na medição prévia. O patamar atual permanece abaixo do teto de 4,5% estipulado pela meta de inflação perseguida pelo Banco Central.
Por anteceder a divulgação do índice oficial de inflação (IPCA), o IPCA-15 serve como um termômetro importante para a economia, cobrindo o período de coleta que vai da metade do mês anterior até a metade do mês de referência. No cenário político, o custo de vida tem figurado como ponto de debate às vésperas do primeiro turno das eleições presidenciais.
Enquanto o mercado financeiro projeta o IPCA acumulado para o fechamento de 2026 em 4,92% conforme o boletim Focus, o Comitê de Política Monetária (Copom) mantém o foco no controle da inflação por meio do patamar restritivo da taxa básica de juros, a Selic, situando-se em 13,75% ao ano.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
