O contrato mais líquido do ouro fechou em alta nesta sexta-feira (25), registrando uma recuperação de parte das perdas acumuladas ao longo dos últimos dias, as quais tinham sido ocasionadas pelo avanço nos preços do petróleo e nos rendimentos dos Treasuries.
Com a retração observada nas cotações do hidrocarboneto durante a sessão, o movimento adverso anterior foi revertido em algum nível, o que abriu espaço para a valorização do metal precioso, permitindo que ele retomasse o patamar de US$ 4.300 a onça-troy.
Na Comex, divisão de metais da Nymex, em Nova York, o ouro para o mês de dezembro encerrou o pregão com valorização de 0,54%, cotado a US$ 321,2 por onça-troy. Apesar do avanço diário, o resultado semanal ainda fechou com um recuo de 2,34% para o ativo.
Outro metal que acompanhou o movimento positivo foi a prata, cujo contrato para dezembro avançou 1,25%, fechando a US$ 67,14 por onça-troy. No acumulado da semana, contudo, a prata registrou uma desvalorização de 3,48%.
Analistas do Commerzbank apontam que pressões desfavoráveis sobre o mercado de metais foram causadas por uma forte alta nos rendimentos dos Treasuries e, consequentemente, nas taxas de juros reais. O rendimento dos títulos do Tesouro norte-americano de dez anos atingiu 5,2%, alcançando o maior patamar desde junho de 2007.
Esse cenário reflete as expectativas crescentes de novos aumentos nas taxas de juros promovidos pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, impulsionadas por declarações recentes de autoridades da instituição que enfatizaram a necessidade de tais medidas restritivas.
Como o ouro é um ativo que não gera rendimentos em juros, ele acaba perdendo atratividade para os investidores em momentos de alta nas taxas. A alta dos rendimentos também foi influenciada pelo encarecimento do petróleo, motivado pela frustração com a falta de uma solução diplomática para o conflito envolvendo o Irã.
Apesar desses obstáculos macroeconômicos e das mudanças nas estimativas sobre a trajetória dos juros, o preço do ouro tem demonstrado resiliência no mercado internacional, mantendo-se em patamares elevados em comparação a meses anteriores.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
