A Universidade de São Paulo (USP) desenvolveu um novo tipo de gelatina balística que segue rigorosamente o padrão internacional estabelecido pelo FBI. O avanço tecnológico promete aprimorar de forma significativa os trabalhos de perícia criminal e investigações policiais no Brasil.
O material inovador foi idealizado para simular com alta fidelidade a densidade e a resistência do tecido muscular humano quando atingido por projéteis de armas de fogo. Com essa precisão, os peritos conseguem analisar com mais exatidão a trajetória, a velocidade e o potencial lesivo de diferentes munições.
Até então, o país enfrentava desafios para obter insumos balísticos que preenchessem todas as especificações técnicas exigidas pelos protocolos globais de segurança e perícia. A nova formulação nacional busca suprir essa demanda com independência tecnológica e custos reduzidos para os órgãos de segurança pública.
Especialistas da área apontam que o uso de uma gelatina balística padronizada permite simulações mais confiáveis em laboratório, auxiliando na elucidação de crimes e na produção de laudos periciais perante o Poder Judiciário.
O projeto passou por baterias de testes rigorosos para garantir estabilidade física frente a variações de temperatura, um problema comum em compostos tradicionais utilizados anteriormente nas análises forenses.
Com a disponibilização dessa tecnologia para os institutos de criminalística, a expectativa é que o trabalho pericial brasileiro ganhe ainda mais rigor técnico, alinhando-se aos mais altos padrões internacionais de investigação balística.
Fonte: www.poder360.com.br
