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Após proibição, mais de 500 novas bets ilegais foram criadas, aponta levantamento

Um levantamento da plataforma Bet Legal aponta que centenas de casas de apostas foram lançadas de forma irregular logo após a proibição das bets pelo governo federal.

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Após proibição, mais de 500 novas bets ilegais foram criadas, aponta levantamento

Um levantamento realizado pela plataforma Bet Legal revelou que 543 casas de apostas foram lançadas de maneira ilegal após a proibição das bets decretada pelo governo federal na última sexta-feira (25). O estudo contabiliza as novas plataformas identificadas no intervalo entre as 18h de sexta-feira e a tarde desta segunda-feira (28).

De acordo com os dados coletados, o impacto regulatório gerou uma corrida imediata pelo registro de novas páginas. Apenas uma hora após o anúncio da Medida Provisória, foram contabilizadas 41 novas casas de apostas. O ápice desse movimento ocorreu no sábado (26), quando o sistema identificou o impressionante volume de 292 novas aberturas.

Diante do novo cenário, o governo estabeleceu prazos e regras para as empresas que operavam legalmente. As plataformas autorizadas anteriormente têm até a próxima segunda-feira (5) para realizar a devolução integral do dinheiro aos apostadores que ainda mantinham recursos depositados na última sexta-feira (25), data limite em que as apostas eram permitidas.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, reforçou que, a partir da publicação da medida provisória, as contas utilizadas pelas plataformas para receber os aportes dos apostadores não podem mais admitir nenhuma nova transferência financeira. Paralelamente, dados oficiais indicam que mais de 57 mil endereços, entre domínios e URLs, foram encaminhados pela Secretaria de Prêmios e Apostas à Anatel para bloqueio apenas em 2026.

A ofensiva governamental gerou forte reação no setor. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) protocolaram no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido formal para suspender os efeitos da medida provisória. As entidades argumentam que a norma foi editada sem a devida demonstração de urgência e apontam que a proibição total rompe o marco regulatório construído desde 2023.

Enquanto o embate jurídico segue em andamento na corte suprema e o presidente Lula defende que o fim das bets não traz prejuízos ao futebol, a única alternativa legal para apostas no país permanece restrita às loterias administradas pela Caixa Econômica Federal. Os bilhetes seguem disponíveis por meio do site oficial da instituição financeira e nas casas lotéricas credenciadas em todo o território nacional.

Fonte: g1.globo.com

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