Moradores do Bairro Amambaí, em Campo Grande, descrevem como uma “tragédia anunciada” os problemas que, segundo eles, começaram a surgir logo após a instalação do Centro POP (Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua) ao lado da Escola Municipal José Rodrigues Benfica.
Nas últimas semanas, a comunidade tem flagrado pessoas dormindo nas calçadas, circulação de usuários de drogas e situações que elevaram o temor pela segurança de estudantes, pais, comerciantes e moradores que transitam diariamente pela região.
A presidente da Associação de Moradores do Bairro Amambaí, Rosane Nely Lima, destacou que a entidade já havia alertado o poder público sobre os riscos antes da transferência do serviço para o local. Um grupo de mensagens foi criado pelos residentes para catalogar os registros e ocorrências da vizinhança.
Entre as principais queixas estão comerciantes furtados no entorno, acúmulo de pessoas em situação de rua na porta da escola e em esquinas próximas, além de relatos de importunação e de indivíduos que teriam escalado o muro do estabelecimento de ensino.
A preocupação da comunidade se estende também a uma unidade de atendimento a crianças autistas situada nas proximidades. Conforme a liderança comunitária, a principal apreensão recai sobre o fluxo externo gerado pelo atendimento prestado pelo órgão público.
Diante do impasse, a associação acionou a Justiça para tentar barrar a instalação do Centro POP no endereço. Embora o pedido de liminar tenha sido negado, o tribunal agendou uma audiência de conciliação envolvendo os moradores e a Prefeitura de Campo Grande.
Fonte: www.campograndenews.com.br
