Últimas notícias
BRASIL

Às vésperas de centenário da morte, Tia Eva tem legado reconhecido em Campo Grande

Com a presença da ministra Margareth Menezes, Comunidade Quilombola Tia Eva recebeu certificado de tombamento como Patrimônio Cultural Brasileiro em Campo Grande.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Às vésperas de centenário da morte, Tia Eva tem legado reconhecido em Campo Grande

Às vésperas do centenário da morte de Eva Maria de Jesus, a Tia Eva, a comunidade quilombola que leva seu nome recebeu nesta segunda-feira (28), em Campo Grande, o certificado de tombamento como Patrimônio Cultural Brasileiro. A cerimônia oficializou o título ao primeiro quilombo do País inscrito no novo Livro do Tombo do Iphan.

O evento contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, que entregou o documento formalmente. A celebração ocorre em um período de múltiplas conquistas para os moradores, incluindo a proximidade da conclusão da restauração da histórica Igreja de São Benedito, um dos principais símbolos do território.

Vânia Lúcia Batista Duarte, trineta da matriarca e integrante da diretoria da associação da comunidade, destacou a emoção do momento festivo. Segundo ela, as intervenções na igreja foram amplamente discutidas com os moradores para garantir que as obras preservassem a estrutura e não interferissem nas atividades habituais.

Para a descendente, o reconhecimento institucional traz o peso de uma grande responsabilidade na preservação e transmissão do legado deixado por Tia Eva. A ministra Margareth Menezes pontuou que o tombamento oficial amplia o acesso a políticas públicas federais para a comunidade quilombola.

O superintendente do Iphan em Mato Grosso do Sul, João Henrique dos Santos, ressaltou que a iniciativa do processo partiu da própria comunidade. Ele enfatizou a importância de valorizar a resistência histórica do povo quilombola e o papel central desempenhado pelas mulheres negras na formação e manutenção desses territórios.

Eva Maria de Jesus nasceu em condição de escravização em Goiás, conquistou a alforria e fixou residência em Campo Grande no início do século XX, onde fundou a comunidade que hoje perpetua sua memória. A matriarca faleceu em 11 de novembro de 1926, e as homenagens atuais marcam o centenário de sua morte.

Fonte: www.campograndenews.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano