O reverendo Juarez Marcondes Filho, que assumiu recentemente a presidência do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB), admitiu ter sido descuidado ao gravar um vídeo no qual manifesta apoio público à ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e à deputada Bia Kicis. Ambas concorrem ao Senado pelo Partido Liberal (PL) no Distrito Federal.
Na gravação que gerou repercussão, o líder religioso aparece integrado a um quinteto ao lado de Michelle, de Bia Kicis, da senadora Damares Alves e da candidata a deputada Cristiane Britto, que integrou o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos durante a gestão de Jair Bolsonaro.
Durante o registro, o reverendo comentou estar bem acompanhado pelo grupo e expressou o desejo de que as aliadas políticas tenham sucesso nas urnas. O único nome do grupo excluído de sua manifestação de apoio foi o de Damares Alves, uma vez que a senadora já possui mandato assegurado por mais quatro anos no parlamento.
Questionado sobre o episódio, Marcondes Filho ponderou que a Igreja Presbiteriana do Brasil mantém uma diretriz clara de que não possui candidatos ou partidos de preferência, sejam oficiais ou informais. Contudo, ele ponderou que sua declaração de cunho pessoal acabou inevitavelmente sendo interpretada de maneira institucional, levando-o a reconhecer o passo em falso.
As normas internas da denominação religiosa proíbem expressamente que seus principais dirigentes declarem votospublicamente. Anteriormente, em entrevista concedida em agosto, o dirigente máximo do Supremo Concílio já havia rechaçado a tese de que a igreja possua uma forte identidade alinhada ao bolsonarismo, classificando tal rótulo como uma percepção superficial.
Na ocasião, o reverendo destacou que a instituição não pode ser tachada nem como lulista nem como bolsonarista, ressaltando que, embora alguns valores defendidos pela direita coincidam com os princípios presbiterianos, a denominação prioriza causas sociais de amparo ao próximo e assistência aos necessitados.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
