Últimas notícias
BRASIL

Petrobras eleva preço médio do querosene de aviação em 11,76% a partir desta quinta-feira

A Petrobras anunciou um reajuste médio de 11,76% no preço do querosene de aviação (QAV) fornecido às refinarias, refletindo os impactos contínuos da guerra no Oriente Médio sobre o mercado internacional de petróleo.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Petrobras eleva preço médio do querosene de aviação em 11,76% a partir desta quinta-feira

A Petrobras promoveu um reajuste de 11,76%, em média, no preço do querosene de aviação (QAV) comercializado em suas refinarias. A nova tabela de preços passou a vigorar nesta quinta-feira (1º). O insumo é essencial para a operação de aeronaves como aviões e helicópteros em todo o território nacional.

Com a alteração nos valores, o preço médio do combustível sofreu uma elevação, passando de R$ 5,855 por litro, registrado ao longo do mês de setembro, para R$ 6,242 por litro neste mês de outubro. A estatal disponibiliza a relação completa com os preços praticados em cada unidade refinadora diretamente em seu portal oficial na internet.

O mecanismo de atualização nos valores do combustível comercializado com as distribuidoras obedece a regras contratuais e ocorre rotineiramente no primeiro dia útil de cada mês. No entanto, o ritmo acentuado de alta tem sido atribuído pela petroleira ao cenário geopolítico internacional desfavorável.

A principal justificativa apresentada pela companhia para as sucessivas altas recentes é o conflito armado no Oriente Médio, que tem gerado graves entraves na logística global de produção e escoamento de petróleo e derivados. Desde o dia 1º de março, véspera do início dos ataques militares de Estados Unidos e Israel contra o Irã, o acréscimo acumulado no preço médio do QAV já chega a 74%, visto que custava inicialmente R$ 3,592 por litro.

O fator determinante para essa volatilidade reside na instabilidade observada no Estreito de Ormuz, importante corredor marítimo localizado ao sul do território iraniano. Historicamente, a passagem era responsável pelo escoamento de 20% de todo o volume mundial de petróleo e gás, e a redução na oferta internacional provocou forte pressão de alta nas cotações.

Dados divulgados por entidades do setor mostram o impacto financeiro dessa escalada sobre a aviação civil brasileira. Antes do início das hostilidades, o querosene respondia por cerca de 30% das despesas operacionais das companhias aéreas, conforme apontamentos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Posteriormente, segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), esse peso superou a marca de 45% dos custos.

Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br

Escrito por

Jeder Fabiano