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TikTok recomenda vídeos de candidatos apesar de regra do TSE, aponta estudo

Levantamento do NetLab da UFRJ aponta que a plataforma recomendou conteúdos de perfis oficiais de candidatos no feed 'Para Você', contrariando diretrizes da Justiça Eleitoral.

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TikTok recomenda vídeos de candidatos apesar de regra do TSE, aponta estudo

Um estudo conduzido pelo NetLab, vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), revelou que a plataforma TikTok recomendou em seu feed principal de navegação publicações de perfis oficiais de candidatos que deveriam ser excluídas de tal distribuição, conforme as normativas estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o período eleitoral.

Durante o período de testes realizado ao longo de três dias, os pesquisadores identificaram um total de 24 recomendações de conteúdos originados de 11 contas de candidatos devidamente informadas à Justiça Eleitoral. Os vídeos em questão foram exibidos em sessões de navegação nas quais os usuários não seguiam os referidos perfis políticos.

Entre os nomes cujos conteúdos apareceram nas recomendações estão figuras públicas como Flávio Bolsonaro, Lucas Pavanato, Nikolas Ferreira, Lula, Rony Gabriel, Rubinho Nunes, André Janones, Pedro Campos, Gaby Santos, Pedro Poncio e Thomaz Henrique. As normas vigentes estipulam que as plataformas de tecnologia precisam impedir a recomendação desses perfis e conteúdos, recaindo a obrigação sobre as empresas e não sobre as campanhas.

Como o TikTok possui uma política interna que veda integralmente qualquer modalidade de publicidade política paga ou impulsionamento, a análise concentrou-se estritamente nas sugestões de cunho orgânico geradas pelos algoritmos do aplicativo. Em seu plano oficial de conformidade entregue ao TSE, a empresa havia assegurado que as contas listadas de candidatos seriam mantidas inelegíveis para o sistema de recomendação.

Questionada sobre os achados da pesquisa, a administração do TikTok declarou que mantém uma atuação em conjunto com o TSE e que segue rigorosamente a legislação aplicável. Contudo, a companhia optou por não detalhar os motivos que levaram à exibição dos vídeos identificados e evitou classificar o ocorrido como uma falha operacional de seu mecanismo de conformidade.

As campanhas políticas procuradas pela reportagem manifestaram desconhecimento a respeito das exibições e enfatizaram que não possuem controle sobre a forma como o algoritmo do TikTok distribui os conteúdos. Representantes de diversos candidatos reiteraram que cumprem as determinações legais e que a gestão do fluxo informacional digital cabe inteiramente à empresa responsável pela rede social.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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