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Candidatos lamentam cancelamento do debate da Globo após interferência da Justiça nas regras

Candidatos à Presidência da República que participariam do debate da Globo lamentaram o cancelamento do encontro após a emissora receber notificações judiciais alterando as regras previamente acordadas.

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Candidatos lamentam cancelamento do debate da Globo após interferência da Justiça nas regras

Os candidatos à Presidência da República que haviam confirmado presença no debate da TV Globo lamentaram o cancelamento do encontro. A decisão da emissora ocorreu após receber, na noite de quinta-feira (1º), duas notificações de decisões judiciais que interferiam diretamente nas regras que haviam sido previamente acordadas com os partidos políticos.

O candidato Augusto Cury (Avante) criticou a postura do Supremo Tribunal Federal e destacou a importância dos encontros para a democracia. Segundo ele, os debates representam o oxigênio democrático, permitindo que os eleitores conheçam as propostas e ideias dos concorrentes antes de irem às urnas.

Flávio Bolsonaro (PL) apontou o que chamou de insegurança jurídica em seu ápice. O candidato afirmou que milhões de pessoas aguardavam ansiosamente para comparar as propostas a poucos dias das eleições, classificando a interferência e o cancelamento como medidas que corroboram com a censura.

Para Romeu Zema (Novo), a mudança de última hora via decisão judicial ocorreu sem respaldo na legislação. Zema declarou que o episódio reflete a polituação do Judiciário e compromete a transparência do pleito. Na mesma linha, Ronaldo Caiado (PSD) definiu o episódio como uma afronta completa ao processo democrático e institucional.

Entidades representativas do setor de comunicação, como a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), a Associação Nacional de Editores de Revistas (ANER) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ), manifestaram profunda indignação por meio de nota conjunta. As associações afirmaram que a interferência judicial representa uma agressão direta à liberdade de imprensa e ao pacto firmado entre a emissora e as legendas.

O cancelamento aconteceu devido a duas determinações judiciais. A primeira, da ministra Estela Aranha (TSE), atendeu a pedido do PT e invalidou regras sobre candidatos ausentes, proibindo a manutenção de um púlpito vazio com o nome de Lula e a formulação de perguntas direcionadas a ele. A segunda, do ministro Gilmar Mendes (STF), atendeu ao Solidariedade e determinou a inclusão de Renan Santos (Missão) no debate, cuja legenda possui apenas um parlamentar, contrariando o critério legal baseado na representação congressual mínima.

Fonte: g1.globo.com

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