A empresa Highline garantiu um financiamento de R$ 72,9 milhões voltado para a ampliação da cobertura móvel de alta capacidade em 131 localidades distintas, abrangendo inclusive 13 comunidades carentes. Os recursos financeiros são provenientes do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações, o FUST, cuja gestão cabe ao Ministério das Comunicações, tendo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social como o agente financeiro responsável pela operação.
As regiões contempladas por esta iniciativa de expansão de infraestrutura estão distribuídas por oito estados brasileiros: Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Bahia. A escolha das áreas teve como base critérios de prioridade estabelecidos pelo FUST, considerando gargalos na infraestrutura digital e a urgência de promover inclusão social e econômica.
Na prática, o montante captado será direcionado para a execução de obras civis e aquisição de hardwares essenciais para a conectividade. O plano prevê a construção de 120 novas torres de telecomunicações, além da aquisição de 94 ERBs, que são as estações rádio-base operando nas tecnologias 4G e 5G, responsáveis pela transmissão de voz e dados em antenas e estruturas celulares.
No mercado, o modelo de negócios da Highline consiste justamente em investir na construção de torres de infraestrutura de telecomunicações para, em seguida, alugá-las às operadoras de telefonia. Atualmente, a companhia administra um portfólio de aproximadamente 7.500 pontos espalhados pelos 27 estados do país, englobando torres tradicionais, estruturas no topo de edifícios e instalações em espaços fechados. Seu controle acionário pertence ao fundo norte-americano DigitalBridge, contando também com a participação da Aimco, da Allianz e do IFC como acionistas.
Esta transação representa a segunda operação de crédito da Highline aprovada pelo BNDES utilizando verbas do FUST. A primeira contratação ocorreu em dezembro de 2024, quando foi firmada uma abertura de crédito no valor de R$ 65 milhões para fins semelhantes de expansão de rede.
Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a chegada de uma infraestrutura robusta de internet transforma a realidade local. Segundo o chefe da pasta, com uma conexão de qualidade, o microempreendedor consegue alavancar suas vendas, o estudante passa a ter acesso facilitado à informação e a comunidade ganha em autonomia e inclusão, representando renda, trabalho e cidadania na ponta final.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
