O deputado estadual Mauro Moraes, filiado ao PL e candidato à reeleição, tornou-se alvo de uma investigação conduzida pela Procuradoria Regional Eleitoral no Paraná devido a suspeitas de prática de ilícitos eleitorais. O parlamentar negou veementemente qualquer envolvimento em ilegalidades, declarando publicamente que a verdade dos fatos será devidamente comprovada por meio de documentos.
Como parte das diligências da apuração, agentes da Polícia Federal cumpriram mandados de busca e apreensão em Curitiba. Entre os locais visitados pelas equipes policiais esteve a sede da Assembleia Legislativa do Paraná. O processo judicial em questão tramita sob regime de sigilo.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Federal, as ordens judiciais foram emitidas com base em elementos informativos que apontavam movimentações financeiras consideradas atípicas. Entre os indícios levantados, constavam operações que envolviam expressivos volumes de recursos em espécie.
Em manifestação gravada em vídeo e divulgada em uma rede social, Mauro Moraes justificou a manutenção de reservas financeiras em dinheiro vivo. Segundo o parlamentar, a atitude decorre de um trauma vivido na década de 1990, quando enfrentou o bloqueio de recursos em contas bancárias durante o período do Governo Collor, situação que, na sua visão, justificaria precauções semelhantes.
A Assembleia Legislativa do Paraná confirmou a presença dos agentes federais em suas dependências, embora tenha ressaltado que desconhece o teor específico da investigação e não recebeu notificação formal das autoridades competentes. Por sua vez, a Procuradoria Regional Eleitoral reiterou que, devido ao sigilo imposto ao caso, não fornecerá detalhes adicionais sobre os investigados ou os locais das diligências.
Nos bastidores políticos, Mauro Moraes é figura conhecida, tendo exercido mandatos sucessivos desde 2002 e atuado como secretário do Trabalho na gestão do governador Ratinho Junior. Atualmente, o deputado integra o grupo político do senador Sergio Moro, também do PL e candidato ao Governo do Paraná, cenário que o parlamentar apontou como pano de fundo para o que classifica como perseguição política.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
