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Bancada de Flávio no Senado articula PEC para esvaziar poderes criminais do STF

Com apoio suficiente no Senado, parlamentares bolsonaristas preparam proposta para retirar julgamentos criminais de autoridades do Supremo Tribunal Federal.

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Bancada de Flávio no Senado articula PEC para esvaziar poderes criminais do STF

A bancada bolsonarista no Senado Federal prepara uma Proposta de Emenda Constitucional com o objetivo de esvaziar os principais poderes do Supremo Tribunal Federal. A medida central da articulação consiste em deslocar da Corte os julgamentos de processos criminais envolvendo autoridades, transferindo essas ações para instâncias como o Superior Tribunal de Justiça e os Tribunais Regionais Federais.

Com essa alteração estrutural, o tribunal passaria a atuar de forma exclusiva como uma Corte constitucional. Desta forma, os magistrados perderiam aquelas que hoje representam suas principais fontes de atribuição e poder institucional no sistema de Justiça do país.

A articulação ganhou fôlego após a contabilização dos votos dos senadores que permanecem em seus mandatos somados aos dos 35 parlamentares eleitos no pleito realizado neste domingo. Com isso, o grupo político disporá de pelo menos 49 votos favoráveis a iniciativas de confronto ou modificação profunda no tribunal.

Embora esse volume seja insuficiente para aprovar o afastamento de ministros — que exige um patamar mínimo de 54 votos —, ele mostra-se perfeitamente adequado para aprovar emendas à Constituição que alterem as competências da Suprema Corte. O pacote de reformas do Judiciário deverá ser encaminhado de imediato assim que os novos parlamentares assumirem seus cargos.

As propostas já constam formalmente no programa de governo associado a Flávio Bolsonaro. Durante o período de campanha, foram defendidas medidas como o encerramento das competências criminais originárias do STF, o fim do foro privilegiado para autoridades no tribunal, a imposição de limites às decisões monocráticas dos ministros e novas restrições para a atuação de parentes de magistrados nas cortes onde seus familiares exercem a judicatura.

Enquanto o avanço das reformas estruturais do Judiciário é dado como provável no cenário político do Senado, desdobramentos adicionais como eventuais pedidos de impeachment de ministros dependem diretamente do cenário eleitoral e de uma mobilização política ainda maior para alcançar os cinco votos faltantes na Casa legislativa.

Fonte: redir.folha.com.br

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