Últimas notícias
BRASIL

Economistas elevam a previsão da inflação para acima de 5% e reduzem a do PIB

Projeções do mercado financeiro divulgadas pelo boletim Focus apontam alta na inflação oficial para 5,01% neste ano e revisão para baixo no crescimento econômico.

Compartilhe: WhatsApp Facebook X
Economistas elevam a previsão da inflação para acima de 5% e reduzem a do PIB

Analistas do mercado financeiro consultados pelo Banco Central elevaram para cima de 5% a projeção oficial da inflação para o encerramento deste ano. A informação consta no boletim Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira (5), cujos dados foram consolidados ainda na última sexta-feira (2), antes do desfecho do primeiro turno das eleições presidenciais.

De acordo com o levantamento institucional, a expectativa mediana para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) passou a ser de 5,01% ao término do ano corrente. O patamar representa um acréscimo de 0,02 ponto percentual em comparação com o verificado no boletim da semana anterior.

Com essa nova alta, o índice de preços permanece distanciado e acima do teto da meta contínua estipulada pela autoridade monetária. O centro da meta oficial é de 3%, mas o sistema admite margens de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Apesar da perspectiva desfavorável para o fechamento de 2026, o documento do Banco Central indicou um pequeno recuo na inflação projetada para o próximo ano, que passou de 4,31% para 4,30%. No horizonte mais distante, a estimativa do IPCA para o ano de 2029 sofreu uma elevação marginal, indo de 3,50% para 3,51%.

Paralelamente à deterioração das perspectivas inflacionárias, o relatório Focus também apontou para um arrefecimento no ritmo de crescimento da economia brasileira. A projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) sofreu reduções sucessivas para os próximos anos: caiu de 1,86% para 1,85% em 2026, recuou de 1,41% para 1,40% em 2027, e diminuiu de 1,83% para 1,81% no horizonte de 2028.

Por outro lado, no que tange à política monetária, a mediana das projeções para a taxa básica de juros (Selic) foi mantida em 13,5% ao ano para o encerramento deste ciclo. Especialistas continuam a antecipar a concretização de mais dois cortes nas próximas reuniões do Copom (Comitê de Política Monetária), agendadas para os meses de novembro e dezembro.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Escrito por

admin