O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou por unanimidade a operação societária entre a Azul e a American Airlines, que prevê um aporte financeiro milionário da companhia norte-americana na empresa brasileira.
A transação ocorre em um cenário voltado à reestruturação financeira da Azul. Antes da decisão final, a área técnica do órgão antitruste não encontrou elementos que justificassem a reprovação ou a imposição de restrições ao negócio.
Pelo acordo, a empresa norte-americana investirá US$ 100 milhões, o equivalente a cerca de R$ 500 milhões, na companhia brasileira. Em contrapartida, passará a deter 8,66% do capital social da aérea e terá o direito de indicar um representante para o conselho de administração e outro para um comitê estratégico.
Para mitigar potenciais riscos à concorrência, as companhias firmaram compromissos formais com o Cade, com foco especial no compartilhamento de informações de rotas operadas por ambas. Caso ocorram discussões sobre mercados concorrentes, o representante presente nos órgãos de governança deverá se retirar da sessão, medida que precisará ser registrada em ata.
Apesar da aprovação técnica inicial, a operação havia sido questionada pela Abra, controladora da Gol, além do IBCI e do IPSConsumo. A principal preocupação das concorrentes era o possível estreitamento de laços que pudesse afetar a disputa em rotas compartilhadas.
Entre os argumentos adotados pelo Cade para respaldar o aval, destacou-se o entendimento de que a Azul não é a principal rival direta da American Airlines. Enquanto a atuação da aérea brasileira concentra-se fortemente no aeroporto de Viracopos, em Campinas, a empresa estrangeira tem sua operação centrada em Guarulhos, distantes mais de 100 km.
Fonte: c-level.folha.uol.com.br
