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“Golpe do novinho”: Polícia Civil conclui inquérito e indicia mulher por ceder conta bancária no Vale do Ivaí

Mulher é indiciada no Vale do Ivaí por ceder conta bancária para receber valores extorquidos em esquema conhecido como "golpe do novinho".

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“Golpe do novinho”: Polícia Civil conclui inquérito e indicia mulher por ceder conta bancária no Vale do Ivaí

A Polícia Civil concluiu, na tarde da última terça-feira, o inquérito policial que investiga um esquema criminoso conhecido popularmente como o “golpe do novinho” ou da “novinha”. O caso, que teve desdobramentos no Vale do Ivaí, resultou no indiciamento de uma mulher apontada por ceder sua conta bancária para o recebimento de quantias obtidas por meio de extorsão contra um morador da cidade de Godoy Moreira.

As apurações foram conduzidas sob a responsabilidade da delegada Kethilin Schwingel Iurino, lotada no município de São João do Ivaí. De acordo com as autoridades policiais, as investigações tiveram início em junho deste ano, após um morador de meia-idade procurar a delegacia para registrar um boletim de ocorrência, relatando ter mantido interações de cunho sentimental com um suposto jovem na internet.

Conforme o relato repassado pela delegada, a dinâmica da fraude começa quando a vítima passa a receber registros visuais íntimos de maneira espontânea pelas redes sociais. A partir daí, inicia-se uma relação de afeto que serve de base para a posterior chantagem executada pelos criminosos.

Em uma etapa avançada da ação delituosa, indivíduos se passam pelos familiares do suposto jovem, alegando que o menor teria entrado em quadros depressivos e danificado equipamentos eletrônicos, como computadores e aparelhos celulares. Os golpistas exigem reparações financeiras e ameaçam acionar as autoridades policiais sob a acusação de crimes graves envolvendo menores, chegando inclusive a simular riscos de autoextermínio para intensificar a pressão psicológica sobre a vítima.

Durante o aprofundamento das investigações, os agentes conseguiram identificar a titular da conta bancária utilizada para viabilizar a transferência de R$ 5 mil via Pix. A suspeita confirmou o recebimento dos recursos financeiros e acabou sendo formalmente indiciada pelo crime de estelionato, especificamente na modalidade de cessão de conta utilizada como “laranja”. Todo o procedimento investigativo foi devidamente encaminhado ao Ministério Público para a análise e possível instauração de ação penal.

A investigação também apontou o uso de recursos tecnológicos avançados para conferir maior veracidade às ameaças. Os criminosos empregaram inteligência artificial para forjar imagens do suposto jovem e simular áudios atribuídos a um falso advogado e a um falso delegado, utilizando vozes geradas artificialmente para negociar acordos financeiros e evitar falsas denúncias formais.

Diante da complexidade do caso, a Polícia Civil enfatiza que a prioridade das investigações consiste na responsabilização criminal dos envolvidos, uma vez que a recuperação dos valores extorquidos é considerada extremamente complexa. Segundo a corporação, o dinheiro costuma ser pulverizado e sacado rapidamente entre diferentes contas. Para mitigar novos episódios semelhantes, a instituição mantém disponível uma cartilha com recomendações de segurança digital à comunidade.

Fonte: tnonline.uol.com.br

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