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Disputa pelo segundo turno em Mato Grosso do Sul envolve cargos federais e bilhões em obras

Grupos políticos locais intensificam campanha de olho em postos estratégicos da administração federal e recursos do Novo PAC.

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Disputa pelo segundo turno em Mato Grosso do Sul envolve cargos federais e bilhões em obras

A articulação da direita em Mato Grosso do Sul para elevar a votação de Flávio Bolsonaro no segundo turno envolve o controle de dezenas de cargos federais e bilhões de reais em investimentos públicos. O grupo político dominante busca ampliar para um patamar inédito o poder conquistado no primeiro turno, mirando indicações de “porteira fechada” na máquina federal caso o candidato do PL saia vitorioso.

Promessa de emendas e articulação política

Durante ato realizado na quarta-feira (14), em Campo Grande, o senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) pediu o empenho de prefeitos e prometeu premiar com maiores nacos de emendas parlamentares os municípios que registrarem votações expressivas para o candidato do PL. A promessa foi feita em conjunto com os senadores eleitos Renan Contar e Tereza Cristina, levantando questionamentos sobre possíveis implicações eleitorais.

Com uma supercoligação de nove partidos, o chefe do PL consolida sua influência sobre a bancada do Estado no Congresso Nacional. Caso o candidato adversário vença a disputa presidencial, o controle da estrutura federal no Estado passaria para o grupo liderado pelo PT, o que daria musculatura para a oposição frente ao grupo que acumula 16 anos ininterruptos de poder regional.

Cargos federais e bilhões em infraestrutura

Estão na mira da disputa superintendências e órgãos estratégicos como Sudeco, DNIT, Polícia Federal, Incra, Funai, Embratur, Receita Federal, Ibama e Conab. Essas instituições exercem papéis cruciais na execução de políticas públicas, fiscalização e liberação de recursos para o Estado, que possui posição geográfica estratégica para as exportações e o comércio exterior.

No centro dos investimentos previstos estão os recursos do Novo PAC, anunciado em agosto de 2023 com R$ 44,7 bilhões para o Estado em áreas como transportes, energia e saúde. Entre as obras de destaque estão a Rota Bioceânica, com intervenções na BR-267 e na ponte internacional sobre o Rio Paraguai em Porto Murtinho, além de melhorias na BR-419 e em aeroportos regionais de Campo Grande, Dourados, Corumbá e Ponta Porã.

Escrito por

Jeder Fabiano