
As campanhas eleitorais para a Presidência têm concentrado esforços em promessas de curto prazo, focando no chamado “varejo das ofertas” e deixando em segundo plano discussões fundamentais sobre o desenvolvimento do Brasil para os próximos dez ou vinte anos. A falta de debate sobre produtividade, infraestrutura e sustentabilidade compromete a capacidade de o eleitor enxergar o projeto que sustenta as propostas apresentadas.
Logística e infraestrutura
Questões como a infraestrutura de transportes afetam diretamente a cadeia econômica e o custo final para o consumidor. O Plano Nacional de Logística 2050 aponta 31 eixos prioritários de transporte, abrangendo rodovias, ferrovias e estruturas aquaviárias, mas as campanhas carecem de compromissos concretos sobre a execução e priorização desses projetos.
Para o Estado de Mato Grosso do Sul, o futuro das ligações ferroviárias, dos acessos aos portos e das conexões internacionais define a retenção da riqueza produzida localmente. O desafio reside em transformar a posição geográfica da região em uma oportunidade industrial e de emprego.
Matriz energética e meio ambiente
O setor elétrico demanda o mesmo nível de profundidade no planejamento, exigindo segurança no abastecimento e custos competitivos para acompanhar a expansão da indústria e de novas tecnologias, conforme diretrizes da Empresa de Pesquisa Energética. Na pauta ambiental, o Plano Clima estabelece ações de adaptação e redução de emissões até 2035, exigindo que os postulantes ao cargo máximo do Executivo detalhem o financiamento e a execução de medidas voltadas à proteção de recursos naturais e à prevenção de desastres.
