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Ministério Público do Trabalho aciona a Justiça para exigir que Meta remova posts de assédio eleitoral

Órgão cobra retirada de publicações em até 24 horas e pede indenização de R$ 50 milhões por danos morais coletivos.

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Ministério Público do Trabalho aciona a Justiça para exigir que Meta remova posts de assédio eleitoral

O Ministério Público do Trabalho (MPT) protocolou uma ação na Justiça nesta quinta-feira (29) exigindo que a Meta remova do ar, no prazo de até 24 horas, postagens que incentivem empregadores a monitorar, expor, recusar contratações ou demitir trabalhadores em razão de escolhas políticas ou votos. A solicitação abrange as redes sociais Instagram, Facebook e Threads, administradas pela empresa de tecnologia.

Pedidos e desdobramentos na Justiça

Na petição, assinada por sete procuradores, o MPT atribui à Meta a responsabilidade pelo material veiculado em seus canais e requer que o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região determine o pagamento de R$ 50 milhões referentes a danos morais coletivos. Apesar da urgência apontada pelo órgão para a exclusão dos conteúdos, a primeira audiência sobre o caso foi marcada para 29 de março de 2027, na 77ª Vara do Trabalho de São Paulo.

Aumento nas denúncias e posicionamento

Segundo informações divulgadas, as notificações de assédio eleitoral registraram alta superior a 75% desde a última segunda-feira (26), alcançando 1.459 ocorrências em território nacional. São Paulo lidera o ranking com 620 casos, seguido por Minas Gerais (351), Paraná (338), Rio de Janeiro (252), Rio Grande do Sul (223) e Santa Catarina (165). Procurada, a Meta declarou que não iria se manifestar sobre o tema.

Escrito por

Jeder Fabiano