
A chegada da inteligência artificial generativa ao cotidiano acadêmico, impulsionada pela liberação do ChatGPT no final de 2022, tem transformado a dinâmica de ensino na Universidade de Brasília (UnB). A tecnologia permite que alunos criem textos, imagens, vídeos e códigos por meio de comandos simples, eliminando barreiras técnicas tradicionais.
Práticas pedagógicas e inovação
Na Faculdade UnB de Planaltina, docentes já incorporam as ferramentas nas atividades didáticas. O professor Eduardo Bessa Pereira da Silva estimula estudantes de Licenciatura a adaptarem aulas genéricas para turmas fictícias com o apoio da tecnologia, discutindo engenharia de prompt. Já o professor Bernhard Georg Enders Neto orienta turmas na programação de simuladores de física e modelos do sistema solar.
Riscos e desafios institucionais
A facilidade de uso traz preocupações como plágio oculto, desatenção crítica e desigualdade de acesso. Especialistas apontam o risco de os alunos delegarem à máquina competências que ainda não dominaram, comprometendo o desenvolvimento do raciocínio lógico.
Regulamentação e novas formas de avaliação
Para enfrentar os desafios, a UnB busca regular e incentivar o uso tecnológico sem perder o rigor acadêmico. Entre as recomendações estão a declaração explícita do uso de IA nos trabalhos, o acompanhamento semanal das tarefas, a realização de apresentações orais e a aplicação de provas presenciais em papel.
