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Passageiros de Campo Grande relatam até quatro horas diárias de deslocamento e precariedade no transporte coletivo

Rotina nos terminais e ônibus da Capital é marcada por atrasos, superlotação, estrutura danificada e longas esperas em horários de pico.

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Passageiros de Campo Grande relatam até quatro horas diárias de deslocamento e precariedade no transporte coletivo

Usuários do transporte coletivo em Campo Grande enfrentam rotinas diárias que chegam a somar quatro horas entre viagens, baldeações e esperas nos terminais e pontos de ônibus. Em dias de pico, passageiros lidam com atrasos recorrentes nas linhas, veículos lotados além da capacidade permitida e problemas de conservação tanto na frota quanto na infraestrutura urbana.

Transtornos na rotina e tempo perdido

Trabalhadores e estudantes relatam que a imprevisibilidade dos horários exige saídas muito antecipadas de casa. O pedreiro Ivan das Neves, por exemplo, precisa deixar o Parque do Sol entre 4h e 5h30 para conseguir iniciar o expediente no centro às 7h. Situação semelhante vive a doceira Rosa Maria Pontes, que gasta cerca de duas horas em cada trajeto e depende de três ônibus diferentes para chegar ao local de trabalho.

Além da demora, a superlotação obriga passageiros a viajarem em pé ou próximos às portas de desembarque. Usuários também apontam desrespeito a assentos preferenciais, veículos com infiltrações em dias de chuva e o impacto da trepidação em pessoas com condições de saúde específicas, como a aposentada Vilma Coimbra, que convive com fibromialgia e depressão grave.

Problemas estruturais nos terminais

No Terminal Morenão, as queixas envolvem a falta de água gelada adequada nos bebedouros, banheiros sem itens básicos de higiene e danos físicos na estrutura, como passarelas com ferro aparente. Diante da insatisfação com o serviço, alguns moradores optaram por alternativas como bicicletas, patinetes elétricos e motocicletas para escapar dos transtornos diários.

Posicionamento oficial

Questionada pela reportagem, a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito) informou por meio de nota que mantém suas atividades regulares de fiscalização sobre o cumprimento de horários, conservação dos veículos e qualidade dos serviços, conforme a Lei nº 4.584/2007. Sobre o Terminal Morenão, o órgão declarou que acompanha as demandas de manutenção da estrutura em busca de melhorias. O grupo interventor do Consórcio Guaicurus não enviou posicionamento.

Escrito por

Jeder Fabiano