
Anúncio oficial
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) confirmou nesta terça-feira (4) que será candidata ao Senado pelo Distrito Federal. O anúncio foi feito por meio de uma publicação nos stories do Instagram, onde ela destacou ter aceitado a missão confiada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Com a decisão, ela se junta à deputada federal Bia Kicis (PL-DF) na disputa pelas duas vagas do Distrito Federal na Casa Alta. A oficialização ocorreu às vésperas da convenção do PL no Distrito Federal.
Superação de atritos
A participação no pleito esteve próxima de ser cancelada devido a desentendimentos com o enteado e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL). O conflito teve início em 25 de junho, quando Michelle afirmou nas redes sociais ter sido humilhada pelo senador, relatando que ele a teria maltratado e pedido seu afastamento das decisões partidárias.
O mal-estar também envolvia divergências sobre o apoio do deputado André Fernandes (PL-CE) a Ciro Gomes (PSDB) no Ceará. A reaproximação pública e a aceitação do pedido de desculpas de Flávio ocorreram em 23 de julho, por meio de um novo vídeo publicado pela ex-primeira-dama.
Articulação e estratégia
Antes de sacramentar a candidatura, Michelle chegou a se sentir preterida pela legenda. A reversão do quadro contou com uma conversa com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, realizada na sexta-feira (31), na qual foi reforçada sua importância para a estratégia da direita.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), atuaram diretamente como amigas da ex-primeira-dama para evitar sua desistência e auxiliar na reaproximação com Flávio. No âmbito do PL, a vitória de Michelle é tratada como certa, sendo ela vista como figura central para a manutenção do controle do Congresso e potencial sucessora política do marido, caso Flávio Bolsonaro não vença o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

