O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira (11) que vai reforçar ao presidente Donald Trump, durante a Assembleia Geral da ONU em Nova York, que não aceita qualquer tipo de interferência dos Estados Unidos nas eleições do Brasil. A declaração foi dada pelo petista durante um ato de campanha realizado em Porto Alegre.
Lula e Trump têm encontro previsto na abertura da 81ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, marcada para o dia 22 de setembro. Como é tradicional no evento, o líder do Brasil será o primeiro chefe de Estado a discursar na abertura, seguido logo depois pelo presidente norte-americano, representante do país anfitrião.
Durante o evento político, Lula detalhou o teor do recado que pretende dar ao colega americano nos bastidores da organização internacional. O presidente brasileiro destacou que respeita a soberania dos Estados Unidos e o resultado das urnas americanas, exigindo reciprocidade na relação diplomática entre os dois países.
Segundo o mandatário brasileiro, a mensagem direta ao líder dos EUA seguirá uma linha firme de preservação da soberania nacional. ‘Eu vou falar: eu não me meto nas eleições americanas porque é uma coisa que interessa ao povo americano, você foi eleito e eu respeito o resultado das eleições. Por favor, não mexa com filho da dona Lindu porque eu gosto de todo mundo, de respeitar e gosto de ser respeitado’, declarou.
A Assembleia Geral é um encontro anual que reúne os principais governantes e autoridades dos 193 Estados que integram a ONU. A reunião deste ano contará com seis dias de trabalhos intensos. Historicamente, o fórum tem sido palco de importantes diálogos e também de tensionamentos diplomáticos entre potências e nações emergentes.
Relações passadas entre os dois líderes também marcaram o cenário internacional. Foi na Assembleia Geral do ano passado que ocorreu uma aproximação descrita por Trump como tendo uma ‘química excelente’, apesar de divergências e críticas pontuais feitas pelo americano na ocasião em relação ao poder judiciário brasileiro. Posteriormente, os chefes de Estado conversaram por telefone, oportunidade na qual Lula reiterou que o Brasil repudia qualquer ingerência externa em seu pleito eleitoral de outubro.
Fonte: g1.globo.com
