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Investigação aponta que empresa ligada a produtora de ‘Dark Horse’ antecipou wi-fi em SP nas eleições de 2024

Investigação da Polícia Civil de SP indica que o Instituto Conhecer Brasil acelerou a instalação de pontos de wi-fi na capital durante a campanha eleitoral de 2024 por interferência política direta.

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Investigação aponta que empresa ligada a produtora de ‘Dark Horse’ antecipou wi-fi em SP nas eleições de 2024

Investigações conduzidas pela Polícia Civil de São Paulo apontam que o Instituto Conhecer Brasil (ICB), vinculado à produtora do filme ‘Dark Horse’ Karina Ferreira da Gama, antecipou a instalação de pontos de wi-fi na capital paulista durante as eleições municipais de 2024. De acordo com os investigadores, o processo sofreu interferência política direta em meio à busca do prefeito Ricardo Nunes (MDB) pela reeleição.

Documentos da representação da Polícia Civil de SP, datados de maio de 2026, detalham que o cronograma foi acelerado de forma considerável no período eleitoral. O número de pontos ativos chegou a 1.605 no final de outubro de 2024. Contudo, após o término do pleito, o ritmo de expansão despencou bruscamente, alcançando apenas 3.200 pontos em junho de 2025, enquanto os 1.800 pontos restantes previstos nunca foram instalados.

Os dados vieram à tona a partir da quebra de sigilo autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça na última sexta-feira (11). O ICB é detentor de um contrato de R$ 108 milhões anuais com a Prefeitura de São Paulo para a prestação do serviço de internet gratuita em regiões periféricas da cidade.

A investigação aponta ainda que a gestão municipal antecipou o repasse de valores durante o período eleitoral. A prefeitura efetuou o pagamento de R$ 69 milhões ao instituto, patamar acima dos R$ 43 milhões que deveriam ser repassados originalmente no período. A diferença de R$ 26 milhões representou prejuízo aos cofres públicos, visto que os serviços correspondentes não teriam sido devidamente executados.

Apesar das apurações, a Prefeitura de São Paulo manteve inicialmente o vínculo contratual com o instituto de Karina da Gama. Na manhã de sexta-feira (11), o prefeito Ricardo Nunes declarou que a administração municipal acionaria o STF para consultar o ministro Flávio Dino sobre a necessidade de rescisão do contrato.

Em paralelo, Flávio Dino determinou a abertura de um inquérito exclusivo pela Polícia Federal para apurar as irregularidades e ordenou a suspensão de quaisquer pagamentos do poder público ao instituto. O caso foi atraído para o STF devido à conexão com o deputado federal Mário Frias (PL-SP), que detém foro privilegiado, e aos indícios de um esquema mais amplo de desvio e lavagem de dinheiro envolvendo a produção cinematográfica.

Fonte: g1.globo.com

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