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Fato ou Fake: veja a checagem das declarações de Eduardo Paes em sabatina com O Globo, Extra, Valor e CBN

Projeto Fato ou Fake analisa as principais declarações dadas pelo candidato ao governo do Rio de Janeiro Eduardo Paes (PSD) durante sabatina conjunta.

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Fato ou Fake: veja a checagem das declarações de Eduardo Paes em sabatina com O Globo, Extra, Valor e CBN

O candidato ao governo do Rio de Janeiro pelo PSD, Eduardo Paes, foi sabatinado nesta sexta-feira (11) por veículos de imprensa do grupo, incluindo ‘O Globo’, ‘Extra’, ‘Valor’ e CBN. A entrevista, que teve uma hora e meia de duração, contou com perguntas de diversos jornalistas sobre temas cruciais da política fluminense, segurança pública e educação.

A equipe do projeto Fato ou Fake analisou as principais declarações concedidas por Paes durante o encontro. Entre os tópicos abordados, estiveram o histórico de secretários presos no governo do PL, os índices de desenvolvimento da educação básica (Ideb) no estado e na cidade de São Gonçalo, além de dados sobre gastos com segurança pública e a capacidade de endividamento da prefeitura municipal.

Sobre a gestão do PL no estado, Paes afirmou que quatro secretários tiveram prisões ligadas ao crime organizado. A checagem apontou a afirmação como #FATO, detalhando os casos de Allan Turnowski (Polícia Civil), Raphael Montenegro (Administração Penitenciária), Alessandro Pitombeira Carracena (Esporte e Defesa do Consumidor) e Rodrigo Bacellar, cuja prisão preventiva foi decretada pelo STF em março de 2026.

Em relação à afirmação de que o Rio de Janeiro possui o pior Ideb do Brasil e que São Gonçalo estaria na penúltima posição, a checagem classificou como #NÃOÉBEMASSIM. O Inep divulga dados separados por etapas, e embora a rede estadual fluminense no ensino médio esteja entre os piores resultados do país (nota 3,7 em 2025), não é isoladamente a pior. Da mesma forma, São Gonçalo ocupa a terceira menor nota entre os municípios fluminenses nos anos iniciais, e não a penúltima.

Outro ponto abordado foi a mudança na lei orgânica da Polícia Civil para a nomeação de Marcus Vinícius Amim Fernandes, fato considerado verdadeiro pela equipe de checagem. A alteração permitiu que Amim assumisse o comando da corporação, cargo que ocupou antes de ser nomeado para a segurança da Alerj e, posteriormente, alvo de investigações da Polícia Federal em 2026.

Por fim, a checagem também avaliou dados sobre o sistema penitenciário — confirmando o déficit de vagas próximo a 20 mil —, os gastos do estado em segurança pública, comparações educacionais com o estado de Goiás, a indicação de Chiquinho Brazão e a situação do limite de endividamento da prefeitura do Rio de Janeiro, validando a capacidade fiscal citada pelo candidato.

Fonte: g1.globo.com

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