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Gonet deve participar de sessão no STF sobre o Caso Master

Procurador-geral da República, Paulo Gonet, pretende participar da sessão do STF na próxima terça-feira e não deve se declarar suspeito no caso do Banco Master.

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Gonet deve participar de sessão no STF sobre o Caso Master

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, não deve se declarar suspeito nem impedido de atuar no caso envolvendo o Banco Master e tem a intenção de participar da sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) marcada para a próxima terça-feira (15).

A decisão de Gonet vai na contramão da saída defendida pelo presidente do STF, Edson Fachin, que havia sugerido que a Procuradoria-Geral da República fosse representada no julgamento por outro integrante da instituição.

Além da pressão institucional, o partido Novo apresentou uma arguição de suspeição contra o procurador-geral, solicitando formalmente a Fachin o seu afastamento das investigações relacionadas ao Banco Master no âmbito da Suprema Corte.

Apesar das pressões e questionamentos, interlocutores afirmam que Gonet permanece firme e não pretende se afastar do caso. A expectativa é que ele compareça ao plenário para sustentar a posição já apresentada pela PGR ao ministro André Mendonça.

Em manifestação enviada ao Supremo, Gonet argumentou que o ministro Mendonça extrapolou suas competências ao determinar à Polícia Federal o aprofundamento da apuração sobre o ministro Alexandre de Moraes sem a devida provocação do Ministério Público ou iniciativa própria da PF.

Para o chefe da PGR, diante de indícios envolvendo um magistrado da própria Corte, o procedimento correto exigia que Mendonça levasse o caso ao presidente do tribunal para que o plenário deliberasse sobre a abertura da investigação.

A permanência de Gonet no julgamento tornou-se alvo de debates porque o próprio procurador-geral é citado em trechos do relatório da Polícia Federal que serão discutidos pelos ministros durante a sessão.

O documento policial reúne diálogos em que o advogado Ciro Soares envia ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro mensagens atribuídas a Gonet, enquanto Vorcaro também pedia a Moraes que acionasse o procurador-geral e o diretor-geral da PF para barrar operações.

O material ainda menciona um pedido feito pelo filho de Gonet para participar de um evento em Londres custeado por Vorcaro, com despesas pagas pelo banqueiro.

Apesar de todos esses pontos levantados no relatório, a sinalização é de que Gonet estará presente no plenário na terça-feira para defender pessoalmente o entendimento da PGR sobre a nulidade da investigação.

Fonte: g1.globo.com

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