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Justiça federal transforma TH Joias e mais cinco em réus por esquema com o Comando Vermelho no Rio

A 1ª Seção do TRF2 tornou réus o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, o TH Joias, e mais cinco pessoas por envolvimento em esquema de corrupção, tráfico e contrabando ligado ao CV.

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Justiça federal transforma TH Joias e mais cinco em réus por esquema com o Comando Vermelho no Rio

A Justiça Federal deu um passo importante no combate ao crime organizado no estado do Rio de Janeiro ao aceitar, por unanimidade, denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF). O ex-deputado estadual Thiego Raimundo de Oliveira Santos, amplamente conhecido como TH Joias, e mais cinco pessoas tornaram-se réus sob a acusação de integrarem uma rede complexa de corrupção, tráfico de drogas e contrabando com conexões diretas com a facção criminosa Comando Vermelho.

A decisão que transformou o grupo em réu foi proferida pela 1ª Seção do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2) e contou com seis votos unânimes, fundamentados nas investigações conduzidas no âmbito da Operação Zargun. Além de oficializar a condição de réus dos investigados, o colegiado determinou a transferência imediata de TH Joias para o sistema penitenciário federal.

De acordo com os apontamentos do Ministério Público Federal, a organização criminosa operava de maneira estável e contava com tentáculos infiltrados em órgãos estratégicos do poder público fluminense, incluindo a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e secretarias estaduais. O esquema era voltado para o comércio ilegal de armamentos trazidos do Paraguai diretamente para comunidades dominadas pelo tráfico na capital.

Além do tráfico de armamentos e entorpecentes, a denúncia detalha a ocorrência de contrabando de equipamentos restritos e a prática sistemática de corrupção de agentes públicos. Entre os alvos das investigações e acusações estão nomes como Gabriel Dias de Oliveira (conhecido como Índio), Luiz Eduardo Cunha Gonçalves (Dudu), o ex-secretário estadual de Esportes Alessandro Pitombeira Carracena e o delegado da Polícia Federal Gustavo Stteel.

Um dos aspectos centrais do inquérito conduzido pelo MPF diz respeito à importação clandestina de bloqueadores de sinal de drone. Os aparelhos, cujo uso é proibido para pessoas físicas e empresas, eram empregados pelo grupo criminoso para sabotar o monitoramento aéreo realizado pelas forças de segurança durante incursões policiais em comunidades do Rio de Janeiro, garantindo maior vantagem aos criminosos.

As imputações criminais variam conforme a participação de cada indivíduo apontada pela acusação. TH Joias responde por organização criminosa majorada, múltiplos episódios de tráfico de drogas, contrabando de equipamentos, corrupção ativa e comércio ilegal de armas de fogo e munições. Os demais réus enfrentam acusações correlatas que incluem corrupção passiva, posse ou porte ilegal de arma de fogo e tráfico internacional.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

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